Início » Contábil » Infoprodutor ou Gestor de Tráfego: Qual é a Melhor Tributação?
Infoprodutor ou Gestor de Tráfego: Qual é a Melhor Tributação?
Infoprodutor ou Gestor de Tráfego: Qual é a Melhor Tributação?

Infoprodutor ou Gestor de Tráfego: Qual é a Melhor Tributação?

20 minutos para ler

De início, dizemos: não existe uma única resposta para a pergunta “qual é a melhor tributação para gestor de tráfego ou infoprodutor?”.

Quem trabalha com gestão de tráfego, criação de cursos, mentorias, e-books, comunidades ou outros produtos digitais precisa olhar além das vendas.

A forma como a atividade é estruturada pode influenciar o CNPJ, CNAE, regime tributário, emissão de notas fiscais, cálculo dos impostos e impacto da Reforma Tributária.

Por isso, não existe uma única resposta para a pergunta “qual é a melhor tributação para gestor de tráfego ou infoprodutor?”. A escolha depende da atividade efetivamente realizada, do faturamento, da estrutura da empresa, da folha de pagamento, da natureza das receitas e do perfil dos clientes.

Para 2026 e 2027, essa análise ganhou ainda mais importância.

O Simples Nacional está passando por adaptações para incorporar o IBS e a CBS, e empresas que pretendem ingressar no Simples em 2027 precisam observar uma nova janela de opção.

Sistema moderno depois da transformação
Sistema antigo antes da transformação
Antes Depois

Arraste a barra para comparar

UMA NOVA FORMA DE FAZER CONTABILIDADE

Contador, você não precisa de um sistema antigo e complexo!

Precisa de uma plataforma que resolva exatamente os problemas do seu escritório, sem módulos desnecessários, sem complexidade e sem pagar pelo que nunca vai usar!

TESTE GRÁTIS

Conheça uma nova forma de fazer contabilidade

Preencha o formulário e descubra como simplificar a rotina do seu escritório.

Então, saiba mais!

Navegação

Índice do Artigo

O que faz um gestor de tráfego?

O gestor de tráfego é o profissional responsável por planejar, configurar, acompanhar e otimizar campanhas de publicidade digital.

Por exemplo, ele pode trabalhar com plataformas como:

  • Google Ads;
  • Meta Ads;
  • Instagram;
  • Facebook;
  • TikTok Ads;
  • LinkedIn Ads;
  • outras plataformas de mídia digital.

Em resumo, o trabalho envolve estudar o público, definir canais, distribuir orçamento, criar ou configurar campanhas, acompanhar métricas, testar anúncios e apresentar os resultados.

O profissional também pode atuar de forma mais ampla, envolvendo funil de vendas, copywriting, CRO, CRM, growth marketing e análise de dados. Sendo assim, essa atuação mais estratégica é especialmente relevante para empresas que precisam relacionar o investimento em mídia com vendas e crescimento.

Gestor de tráfego é a mesma coisa que Social Media?

Não.

O tráfego pago está relacionado principalmente à compra e otimização de mídia para alcançar determinados públicos.

Por outro lado, o Social Media normalmente trabalha com planejamento, produção, publicação e gestão de conteúdo nas redes sociais.

As duas atividades podem trabalhar juntas, mas não são necessariamente a mesma função.

O que é um infoprodutor?

O infoprodutor é quem cria e comercializa produtos digitais baseados em conhecimento ou conteúdo.

Desse modo, entre os exemplos estão:

  • cursos online;
  • mentorias;
  • e-books;
  • materiais didáticos;
  • webinars;
  • podcasts;
  • audiobooks;
  • comunidades;
  • assinaturas;
  • templates;
  • aplicativos e outros conteúdos digitais.

Uma característica importante desse modelo é a possibilidade de comercializar o produto pela internet sem a mesma estrutura logística exigida por um produto físico.

Mas isso não significa que toda receita de um infoprodutor tenha automaticamente a mesma tributação.

Logo, a natureza efetiva da operação precisa ser analisada.

Gestor de tráfego ou infoprodutor: existe uma tributação melhor?

Certamente, não existe uma tributação universalmente melhor.

Pois um gestor de tráfego e um infoprodutor podem exercer atividades diferentes, mesmo quando trabalham no mesmo mercado digital.

Por isso, antes de escolher o regime tributário, é necessário analisar:

  1. qual atividade a empresa realmente exerce;
  2. quais CNAEs correspondem às atividades;
  3. quanto a empresa fatura;
  4. quais são os tipos de receita;
  5. se existem funcionários;
  6. qual é o valor da folha de pagamento;
  7. se há coprodutores ou afiliados;
  8. quais plataformas são utilizadas;
  9. quem são os clientes;
  10. qual é a margem de lucro;
  11. como ocorre a emissão das notas fiscais.

Assim, destacamos que os percentuais apresentados em exemplos de vídeos ou conteúdos de internet não devem ser tratados como regras universais.

A tributação depende da atividade efetiva, CNAE, contrato, regime e demais condições aplicáveis.

Simples Nacional para gestor de tráfego

Para muitas pequenas empresas de serviços digitais, o Simples Nacional pode ser uma alternativa a ser analisada.

Porém, não basta abrir um CNPJ e escolher automaticamente a menor alíquota.

Aliás, determinadas atividades de serviços podem depender do Fator R para definir se a receita será tributada pelo Anexo III ou pelo Anexo V.

O Fator R corresponde à relação entre a folha de salários, incluindo os encargos considerados pela legislação, e a receita bruta acumulada dos 12 meses anteriores.

Quando o fator é igual ou superior a 28%, determinadas atividades sujeitas a essa regra podem ser tributadas pelo Anexo III.

Quando é inferior a 28%, podem ser direcionadas ao Anexo V.

Módulo contábil da é-Simples Auditoria
MÓDULO DE CONTABILIDADE

Contabilidade mais simples

Do fiscal ao contábil. Tudo integrado.

Pensado para o Simples Nacional, integrando a rotina fiscal e contábil, reduzindo processos manuais, evitando erros e entregando mais produtividade para o escritório.

Teste Grátis por 7 dias

Exemplo de Fator R

Só para ilustrar: imagine uma empresa de serviços digitais com:

  • receita bruta acumulada em 12 meses: R$ 300 mil;
  • folha considerada para o Fator R: R$ 90 mil.

O cálculo simplificado seria:

Fator R = R$ 90 mil ÷ R$ 300 mil = 30%

Nesse sentido, o percentual seria superior aos 28% exigidos para as atividades sujeitas ao Fator R.

Isso não significa, sozinho, que qualquer gestor de tráfego terá direito ao Anexo III. Então, é necessário verificar se a atividade efetivamente exercida está entre aquelas submetidas à regra do Fator R.

Anexo III

A primeira faixa do Anexo III possui alíquota nominal de 6%, para receita bruta em 12 meses de até R$ 180 mil.

Anexo V

Na primeira faixa do Anexo V, a alíquota nominal é de 15,5%, também para receita bruta em 12 meses de até R$ 180 mil.

Portanto, uma diferença importante está justamente na correta classificação da atividade e, quando aplicável, no planejamento da folha.

CNAE: por que ele é tão importante?

O CNAE identifica a atividade econômica exercida pela empresa.

Na área digital, atividades relacionadas à publicidade incluem, por exemplo:

  • 7311-4/00 – Agências de publicidade;
  • 7319-0/02 – Promoção de vendas;
  • 7319-0/03 – Marketing direto;
  • 7319-0/04 – Consultoria em publicidade;
  • 7319-0/99 – Outras atividades de publicidade não especificadas anteriormente.

A saber, isso não significa que um gestor de tráfego deva simplesmente escolher um desses códigos.

O CNAE precisa refletir o serviço que realmente é prestado.

Escolher um CNAE apenas porque apresenta determinada tributação pode gerar problemas de enquadramento, obrigações fiscais inadequadas e necessidade de regularização posteriormente.

Além disso, o CNAE influencia o enquadramento tributário e as obrigações da empresa.

E o infoprodutor: como fica a tributação?

Para o infoprodutor, a primeira pergunta não deve ser “qual alíquota vou pagar?”.

Ou seja, a pergunta correta é:

O que exatamente estou vendendo?

Um profissional pode comercializar, por exemplo:

  • curso online;
  • mentoria;
  • e-book;
  • comunidade;
  • assinatura;
  • treinamento;
  • material didático;
  • conteúdo digital.

Dependendo da operação, podem existir tratamentos tributários diferentes.

Além disso, um mesmo negócio pode ter mais de uma fonte de receita, e cada uma precisa ser analisada corretamente.

Exemplo

Imagine um infoprodutor que vende:

  • R$ 20 mil em cursos;
  • R$ 5 mil em mentorias;
  • R$ 5 mil em e-books.

O faturamento total é de R$ 30 mil.

Em resumo, o erro seria simplesmente aplicar uma classificação genérica sobre os R$ 30 mil sem analisar a natureza de cada receita.

A contabilidade deve avaliar a operação, os contratos, os CNAEs e o tratamento tributário aplicável a cada atividade.

Plataforma é-Simples para empresas do Simples Nacional
FEITO PARA O SIMPLES NACIONAL

Somos especialistas em Simples Nacional. Não em complexidade!

Teste a plataforma desenvolvida para quem atende empresas do Simples Nacional, reunindo as ferramentas essenciais para uma rotina mais produtiva e eficiente.

TESTE GRÁTIS

Conheça a é-Simples

Preencha o formulário e conheça uma plataforma feita para simplificar a rotina do seu escritório.

Afiliados, coprodução e plataformas também precisam entrar na análise

A estrutura do negócio digital pode envolver outras pessoas ou empresas.

Dessa forma, e comum encontrar operações com:

  • afiliados;
  • coprodutores;
  • plataformas de venda;
  • gateways de pagamento;
  • gestores de tráfego;
  • agências;
  • produtores de conteúdo.

Nesse cenário, é importante separar faturamento, repasses e taxas.

Por exemplo, se um produto é vendido por R$ 1.000 e existe um repasse contratual de R$ 300 para um afiliado, não se deve simplesmente presumir que a tributação será calculada sobre R$ 700.

O tratamento depende da estrutura jurídica e tributária da operação.

Sobretudo, há a necessidade de controlar separadamente vendas, repasses a afiliados e taxas das plataformas.

Pessoa física ou CNPJ para gestor de tráfego e infoprodutor?

Começar como pessoa física pode parecer mais simples, mas o crescimento da atividade traz novas responsabilidades.

A formalização pode facilitar:

  • emissão de notas fiscais;
  • contratação por empresas;
  • organização financeira;
  • separação entre patrimônio pessoal e empresarial;
  • controle das receitas;
  • planejamento tributário;
  • expansão do negócio.

Se bem que, também há algumas plataformas que estabelecem regras diferentes para pessoas físicas e jurídicas, além de existirem limitações relacionadas à emissão de documentos fiscais.

Separe as contas pessoais das empresariais

Esse é um cuidado básico, mas muito importante.

O ideal é não misturar:

Conta pessoal

  • despesas da casa;
  • compras pessoais;
  • transferências particulares.

Conta empresarial

  • recebimentos de clientes;
  • pagamentos de ferramentas;
  • anúncios;
  • fornecedores;
  • salários;
  • despesas do negócio.

A separação facilita a contabilidade e ajuda a demonstrar o que realmente pertence à empresa.

Pró-labore não é distribuição de lucros

Outro ponto que merece atenção é a diferença entre pró-labore e distribuição de lucros.

Visto que o pró-labore está relacionado à remuneração pelo trabalho do sócio na empresa a distribuição de lucros, por sua vez, está relacionada ao resultado apurado pela empresa e deve observar as regras contábeis e fiscais aplicáveis.

Assim, misturar os dois conceitos pode gerar problemas na organização financeira e fiscal.

Gestor de tráfego pode ser MEI?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

O ponto principal é que não basta a profissão existir no mercado para que ela possa ser enquadrada como MEI.

O MEI depende das ocupações permitidas e das regras específicas do regime.

Por isso, gestor de tráfego e infoprodutor não devem simplesmente escolher uma ocupação genérica para tentar entrar no MEI.

Então, é necessário verificar a atividade efetivamente exercida e a lista vigente de ocupações permitidas.

Quando a atividade não puder ser enquadrada no MEI, outras estruturas empresariais precisam ser avaliadas.

Módulo contábil da é-Simples Auditoria
MÓDULO DO PGDAS

PGDAS sem complicação

Controle total do Simples Nacional!

Acompanhe todos os clientes simultaneamente, identifique pendências rapidamente e tenha uma visão completa da situação fiscal sem precisar alternar entre vários acessos.

Teste Grátis por 7 dias

Lucro Presumido pode ser uma alternativa?

O Lucro Presumido também pode entrar na análise, especialmente quando o faturamento aumenta ou quando a estrutura do negócio torna o regime competitivo.

Dessa maneira, a tributação não funciona da mesma maneira que no Simples Nacional.

Por isso, comparar apenas a alíquota nominal pode levar a uma conclusão errada.

É preciso considerar:

  • IRPJ;
  • CSLL;
  • PIS;
  • Cofins;
  • ISS;
  • folha;
  • despesas;
  • margem de lucro;
  • distribuição de resultados;
  • obrigações acessórias.

Exemplo

Uma empresa que fatura R$ 50 mil por mês não deve escolher automaticamente o regime apenas porque ultrapassou determinado valor.

É preciso comparar o custo tributário efetivo dos regimes considerando a realidade da empresa.

Reforma Tributária: o que muda para o digital em 2026?

A Reforma Tributária do Consumo criou o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo, além de estabelecer a substituição gradual de tributos atuais.

A transição começou em 2026, mas a aplicação para empresas do Simples possui regras específicas.

Para 2026, o IBS e a CBS entram no chamado período de teste.

A Receita Federal informa alíquotas de referência de 0,1% para IBS e 0,9% para CBS, com regras próprias de compensação e dispensa da cobrança em determinadas situações quando cumpridas as obrigações acessórias.

Para empresas do Simples Nacional, porém, é importante não confundir o período de teste geral com a efetiva incorporação desses tributos ao regime simplificado.

Seja como for, a regulamentação publicada em 2026 estabelece que, para os optantes pelo Simples, as regras de IBS e CBS passam a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.

O que muda para o Simples Nacional em 2027?

Essa é uma das principais novidades para gestores de tráfego e infoprodutores.

A partir de 2027, IBS e CBS passam a integrar as regras do Simples Nacional, substituindo gradualmente a lógica dos tributos que estão sendo extintos pela Reforma.

Além disso, o contribuinte do Simples poderá, em determinadas condições, permanecer no regime simplificado e optar por recolher IBS e CBS pelo regime regular.

É o chamado, de forma simplificada, Simples Nacional híbrido.

Nesse sentido:

  • a empresa continua no Simples Nacional;
  • IBS e CBS são apurados fora do DAS;
  • os dois tributos seguem as regras do regime regular;
  • a decisão pode ter impacto sobre créditos tributários e sobre a relação comercial com clientes.

Por isso, a escolha não deve ser feita somente olhando para a alíquota.

Atenção: o prazo do Simples mudou para 2027

De fato, essa é uma informação especialmente importante para quem está planejando abrir ou regularizar uma empresa digital.

Isto é: para entrar no Simples Nacional em 2027, a solicitação deverá ser feita entre:

1º e 30 de setembro de 2026.

O pedido realizado nesse período produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.

Assim, a opção pelo recolhimento regular do IBS e da CBS para o primeiro semestre de 2027 também ocorre nessa janela.

A empresa poderá cancelar a opção até 30 de novembro de 2026, conforme as regras divulgadas pelo Comitê Gestor.

E se a empresa quiser optar pelo regime regular no segundo semestre de 2027?

Existe uma segunda janela:

1º a 31 de março de 2027.

Essa opção produzirá efeitos de 1º de julho a 31 de dezembro de 2027.

NFS-e nacional: atenção para quem presta serviços

Outra mudança importante para empresas de serviços do Simples Nacional é a NFS-e de padrão nacional.

A partir de 1º de novembro de 2026, microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional que prestem serviços sujeitos à NFS-e deverão utilizar o Emissor Nacional da NFS-e, por aplicação web ou integração via API.

Então, para gestores de tráfego que prestam serviços, isso merece atenção especial.

Sem dúvida, a empresa deve verificar:

  • como está emitindo suas notas;
  • qual município está envolvido;
  • qual serviço consta no documento;
  • qual CNAE está cadastrado;
  • como será feita a integração com o emissor nacional;
  • se o sistema contábil está preparado para as mudanças.
DEPOIMENTOS DE CLIENTES

Quem simplificou a rotina, recomenda!


Veja como contadores estão transformando a gestão do Simples Nacional.

Tenha os seguintes benefícios:

Mais produtividade
Menos complexidade
Apuração Inteligente
PGDAS sem complicação
Contabilidade mais simples
Tributação mais segura
TESTE GRÁTIS

Conheça a é-Simples

Preencha seus dados e descubra como simplificar a rotina do seu escritório.

Exemplo Prático: gestor de tráfego faturando R$ 20 mil por mês

Imagine um gestor de tráfego que fatura:

R$ 20 mil por mês

Em 12 meses, considerando faturamento constante:

R$ 240 mil

Agora suponha que a atividade esteja corretamente enquadrada em uma hipótese sujeita ao Fator R.

Logo, a empresa precisará acompanhar:

  • receita acumulada;
  • folha;
  • pró-labore;
  • encargos;
  • CNAE;
  • Anexo aplicável;
  • despesas;
  • emissão de notas;
  • eventual impacto do IBS/CBS em 2027.

O ponto importante é que não se deve concluir que o imposto será simplesmente 6% ou 15,5% sobre o faturamento.

Esses são valores nominais de primeira faixa dos Anexos III e V, e o cálculo efetivo depende da faixa de receita e das regras aplicáveis.

Exemplo Prático: infoprodutor com curso e e-book

Imagine, uma vez que, um infoprodutor com faturamento mensal de:

R$ 35 mil

Vende:

  • cursos online;
  • mentorias;
  • e-books.

Além disso, possui afiliados e utiliza uma plataforma que desconta taxas sobre as vendas.

Nesse caso, a análise deve separar:

1. Receita das vendas

Quanto efetivamente foi vendido.

2. Taxas da plataforma

Quanto foi descontado pela plataforma.

3. Afiliados

Quanto foi destinado aos parceiros.

4. Coprodução

Se existe outra empresa ou profissional com participação na operação.

5. Natureza da receita

Qual é a natureza de cada produto ou serviço.

6. Tributação

Qual tratamento se aplica a cada receita.

Assim, não é correto simplesmente olhar o valor líquido depositado na conta e presumir que ele corresponde automaticamente ao faturamento tributável.

Módulo é-Reforma da é-Simples Auditoria
MÓDULO DE CADASTRO

Reforma Tributária

Prepare seus clientes para a Reforma!

Compare cenários, simule o Simples Híbrido, consulte IBS e CBS e tome decisões com mais segurança antes que as mudanças impactem seus clientes.

Teste Grátis por 7 dias

Gestor de tráfego: trabalhar sozinho ou contratar um profissional?

Essa decisão também depende do estágio do negócio.

Quando a empresa está começando, o próprio empreendedor pode administrar campanhas para aprender e reduzir custos.

Por outro lado, existe um custo de oportunidade: enquanto aprende a configurar anúncios e analisar métricas, o empreendedor pode deixar de dedicar tempo ao produto, vendas ou estratégia.

A decisão deve considerar:

  • faturamento;
  • verba disponível;
  • conhecimento técnico;
  • tempo do empreendedor;
  • custo dos erros;
  • complexidade das campanhas;
  • capacidade de medir resultados.

Logo, também existe a possibilidade de contratar um gestor por alguns meses para acompanhar resultados e, ao mesmo tempo, adquirir conhecimento suficiente para fiscalizar o trabalho.

Como escolher um gestor de tráfego para um infoproduto?

Para quem vende produtos digitais, não basta procurar alguém que saiba configurar anúncios.

Com certeza, é interessante avaliar:

Experiência com infoprodutos

Verifique se o profissional já trabalhou com:

  • lançamentos;
  • vendas perpétuas;
  • desafios;
  • cursos;
  • mentorias.

Conhecimento de funil

O profissional precisa entender as diferentes etapas da jornada:

Topo → Meio → Fundo do funil

Também deve saber trabalhar com remarketing e públicos baseados no comportamento.

Capacidade de análise

Um bom relatório não deve apenas mostrar números.

Afinal, ele precisa responder:

Por que aconteceu?

E:

O que será feito a partir disso?

Essa estrutura de relatório é uma forma de transformar dados em ações.

Histórico de campanhas

Guardar resultados anteriores permite comparar campanhas, identificar padrões e melhorar os próximos lançamentos.

Compatibilidade com a marca

O gestor também precisa compreender:

  • persona;
  • posicionamento;
  • oferta;
  • linguagem;
  • objetivos do produto.

Quais métricas o gestor de tráfego deve acompanhar?

Curtidas e cliques podem ser úteis, mas não contam toda a história.

Dependendo da operação, é importante acompanhar indicadores como:

  • CTR – taxa de cliques;
  • CPC – custo por clique;
  • CPM – custo por mil impressões;
  • CPL – custo por lead;
  • CPA – custo por aquisição;
  • CAC – custo de aquisição de cliente;
  • taxa de conversão;
  • ROI – retorno sobre o investimento;
  • LTV – valor do cliente ao longo do relacionamento.

Para um infoproduto, por exemplo, ter muitos cliques não significa necessariamente que a campanha seja lucrativa.

Exemplo

Uma campanha pode gerar:

  • 10 mil cliques;
  • 1.000 leads;
  • 20 vendas.

Ao passo que, outra pode gerar:

  • 5 mil cliques;
  • 500 leads;
  • 40 vendas.

A segunda campanha teve menos tráfego, mas pode ter produzido mais vendas.

Por isso, o objetivo deve ser analisar o resultado do negócio, e não apenas métricas de vaidade.

Como pagar menos impostos legalmente?

O caminho não é simplesmente procurar a menor alíquota.

A princípio, o planejamento tributário deve começar pela estrutura correta.

Ou seja, isso envolve:

  1. definir corretamente a atividade;
  2. escolher CNAEs compatíveis;
  3. avaliar o regime tributário;
  4. acompanhar o Fator R quando aplicável;
  5. separar receitas de naturezas diferentes;
  6. controlar afiliados e coprodutores;
  7. organizar pró-labore e lucros;
  8. manter contas empresariais separadas;
  9. emitir documentos fiscais corretamente;
  10. acompanhar as mudanças do IBS e da CBS.

A economia tributária sustentável vem da adequação da operação à legislação, e não da escolha artificial de uma atividade apenas por causa de uma alíquota.

Plataforma é-Simples para empresas do Simples Nacional
FEITO PARA O SIMPLES NACIONAL

Tudo o que seu escritório precisa para atender o Simples Nacional!

Fiscal, Contábil, Auditoria, Gestão, Reforma Tributária, IA e muito mais. Tudo integrado em uma única plataforma moderna feita para aumentar a produtividade do seu escritório.

TESTE GRÁTIS

Conheça a é-Simples

Preencha o formulário e conheça uma plataforma feita para simplificar a rotina do seu escritório.

O que muda na gestão tributária em 2026 e 2027?

Ponto20262027
Simples NacionalRegras de transição e preparação para a ReformaIBS e CBS passam a integrar as regras do regime
Opção pelo SimplesNova janela em setembro para 2027Regime escolhido passa a produzir efeitos em janeiro
IBS/CBSAno de teste geralCobrança efetiva conforme as regras da Reforma
Simples híbridoPlanejamento e opção para 2027Possibilidade de IBS/CBS fora do DAS, conforme opção
NFS-e nacionalObrigatória para ME/EPP do Simples prestadoras de serviços a partir de 01/11/2026Continuidade das regras
Planejamento tributárioPreparação da estruturaAcompanhamento dos efeitos práticos do novo sistema

Checklist para gestor de tráfego ou infoprodutor

Antes de abrir ou reorganizar o CNPJ, confira:

Atividade

  • Qual atividade realmente será exercida?
  • O CNAE corresponde ao serviço ou produto?
  • Existem atividades diferentes dentro do mesmo negócio?

Tributação

  • Simples Nacional ou outro regime?
  • Existe Fator R?
  • Qual é o faturamento acumulado em 12 meses?
  • Qual é a margem de lucro?
  • Como ficará o negócio com IBS e CBS?

Operação

  • Existem afiliados?
  • Existem coprodutores?
  • Quais plataformas são utilizadas?
  • Como são calculados os repasses?
  • As contas pessoais e empresariais estão separadas?

Documentação

  • CNPJ regular;
  • CNAEs corretos;
  • emissão de notas;
  • contrato adequado;
  • controle financeiro;
  • pró-labore e lucros corretamente tratados.

Reforma Tributária

  • A empresa está preparada para 2027?
  • A opção pelo Simples para 2027 foi analisada até 30/09/2026?
  • Foi avaliado o modelo de recolhimento do IBS/CBS?
  • O sistema de emissão fiscal está preparado para a NFS-e nacional?

Perguntas frequentes sobre tributação de gestor de tráfego e infoprodutor

Gestor de tráfego pode abrir empresa no Simples Nacional?

Pode ser possível, desde que a atividade e os demais requisitos permitam o enquadramento. A tributação dependerá da atividade efetivamente exercida, do CNAE e das regras aplicáveis ao Simples.

Gestor de tráfego paga Anexo III ou Anexo V?

Depende da atividade e, quando submetida ao Fator R, da relação entre folha e receita. Porque o Fator R utiliza os valores dos 12 meses anteriores e considera os critérios estabelecidos pela legislação.

Todo gestor de tráfego consegue pagar 6% no Simples?

Não. Os 6% correspondem à alíquota nominal da primeira faixa do Anexo III. Então, para chegar a esse enquadramento, é preciso verificar se a atividade pode ser tributada pelo Anexo III e se os demais requisitos são atendidos.

Infoprodutor pode ser MEI?

Logo, não se deve presumir que a atividade de infoprodutor seja automaticamente permitida no MEI. Além disso, é necessário verificar a ocupação efetivamente exercida e as atividades autorizadas no regime.

Infoprodutor precisa emitir nota fiscal?

A obrigação depende da natureza da operação e das regras fiscais aplicáveis. Empresas devem analisar a emissão de documentos fiscais de acordo com a atividade e a legislação correspondente.

Taxa da plataforma pode ser descontada do faturamento?

Não se deve presumir que o valor líquido recebido seja automaticamente o faturamento tributável. Pois é necessário analisar a natureza da taxa, a operação e o regime tributário aplicável.

O que é Simples Nacional híbrido?

É a possibilidade de a empresa permanecer no Simples Nacional e, observadas as regras, recolher IBS e CBS pelo regime regular, fora do DAS.

Qual o prazo para entrar no Simples Nacional em 2027?

Para quem deseja ingressar no Simples em 2027, a opção deve ser solicitada entre 1º e 30 de setembro de 2026.

Quando a NFS-e nacional passa a ser obrigatória para ME e EPP do Simples?

A partir de 1º de novembro de 2026, para as ME e EPP optantes pelo Simples Nacional que prestem serviços sujeitos à emissão de NFS-e, conforme a Resolução CGSN nº 191/2026.

A Reforma Tributária muda a tributação dos infoprodutos?

Pode mudar a forma de tributação e de cumprimento das obrigações, mas o impacto depende da natureza da atividade, regime tributário e estrutura da operação. Não existe uma única regra aplicável a todos os infoprodutores.

Conclusão

A melhor tributação para gestores de tráfego e infoprodutores não depende apenas da menor alíquota. É preciso analisar o negócio como um todo, considerando atividade, CNAE, faturamento, folha, Fator R, receitas, plataformas, afiliados e perfil dos clientes.

Em 2026, também é necessário considerar as mudanças da Reforma Tributária, com a chegada do IBS e da CBS.

Quem pretende permanecer no Simples Nacional em 2027 deve se planejar com antecedência, pois a opção passou para setembro de 2026. Também é importante avaliar se, em determinadas operações, pode fazer sentido continuar no Simples e recolher IBS e CBS pelo regime regular.

Em resumo: crescer no mercado digital exige mais do que aumentar as vendas. É preciso organizar o negócio, controlar as receitas e escolher uma tributação adequada para entrar em 2027 preparado para as novas regras.

Então, quer entender qual estrutura tributária pode fazer mais sentido para o seu negócio digital?

Conte com a é-Simples para analisar sua empresa, identificar oportunidades e acompanhar as mudanças do Simples Nacional e da Reforma Tributária. Consulte os especialistas e prepare seu negócio para 2027.

CONTEÚDO GRATUITO

Fique à frente das mudanças no Simples Nacional.

Receba gratuitamente conteúdos exclusivos, mudanças na legislação, dicas práticas, novidades da Reforma Tributária e estratégias para economizar tempo e pagar menos impostos.

Mudanças na legislação
Dicas práticas para o escritório
Novidades da Reforma Tributária
Atualizações do Simples Nacional
Guias e materiais exclusivos
NEWSLETTER É-SIMPLES

Receba nossos conteúdos

Cadastre-se gratuitamente e acompanhe as principais novidades do Simples Nacional.

Deixe um comentário