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Mudanças no Simples Nacional: Impactos em 2026 e 2027
Mudanças no Simples Nacional: Impactos em 2026 e 2027

Mudanças no Simples Nacional: Impactos em 2026 e 2027

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Mudanças no Simples Nacional: Impactos em 2026 e 2027

Com a chegada da Reforma Tributária, o Simples Nacional passará por mudanças importantes a partir de 2026 e 2027. Assim, as novas regras prometem transformar a forma como micro e pequenas empresas lidam com impostos, emissão de notas fiscais e obrigações tributárias no dia a dia.

Embora o regime continue existindo, muitos processos serão adaptados para acompanhar o novo modelo de tributação do país. Isso significa que empresários precisarão entender como as alterações podem impactar custos, precificação, fluxo de caixa e até a competitividade do negócio.

Neste artigo, você vai entender o que muda no Simples Nacional, quais são os principais impactos da Reforma Tributária e como sua empresa pode se preparar para esse novo cenário com mais segurança e planejamento.

Em seguida, confira:

O que é o Simples Nacional?
O que muda no Simples Nacional?
Reforma Tributária e novos impostos
Impactos principais da Reforma
Mudanças no Simples Nacional – Quem ganha ou perde?
Mudanças adicionais no Simples Nacional – 2026
Quais serão as mudanças no Simples Nacional em 2027?
Checklist para Contadores
FAQ – Mudanças no Simples Nacional

Mudanças no Simples Nacional: Impactos em 2026 e 2027

O que é o Simples Nacional?

É um regime criado para facilitar o pagamento de impostos das pequenas empresas, reunindo vários tributos em uma única guia.

Simples Nacional vai acabar?

Não. O Simples Nacional não vai acabar, porém será adaptado ao novo sistema de tributação sobre consumo.

Em outras palavras, o Simples Nacional continuará existindo, mas passará por mudanças importantes entre 2026 e 2027 devido à Reforma Tributária.

O que muda no Simples Nacional?

1. Multa por atraso no PGDAS-D (mensal)

A partir das novas regras do Simples Nacional, o atraso na entrega do PGDAS-D passou a gerar multa automática. No entanto, agora, a penalidade é aplicada desde o primeiro dia após o vencimento da obrigação, sem qualquer período de tolerância.

Antes dessa mudança, não havia multa para esse tipo de atraso, mas a regra foi endurecida e o descumprimento do prazo passou a ter impacto imediato. Na prática, se a obrigação vence no dia 20 e a empresa realiza a entrega apenas no dia 21, já haverá incidência de multa pelo atraso.

2. Multa na DEFIS (declaração anual)

A partir de agora, a DEFIS (Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais) passa a ter aplicação de multa em caso de atraso na entrega.

O valor mínimo da penalidade será de R$ 200, o que torna o cumprimento do prazo ainda mais importante para as empresas optantes pelo Simples Nacional.

Enfim, para o ano-base de 2025, a entrega deve ser feita até 31/03/2026. Caso a declaração seja enviada após essa data, já haverá incidência de multa automaticamente, sem período de tolerância.

3. Imposto de Renda fica mais leve para alguns

O Imposto de Renda passa a ter uma redução de carga para parte dos contribuintes, com mudanças na faixa de isenção e nas alíquotas aplicadas.

Rendimentos mensais de até R$ 5.000 ficam totalmente isentos, enquanto valores entre R$5.000,01 e R$7.350 passam a ter uma redução parcial do imposto devido, de forma progressiva.

Na prática, isso significa que pessoas com menor renda terão uma diminuição no valor pago de Imposto de Renda ou até mesmo deixarão de pagar o tributo, conforme a faixa em que se enquadram.

4. Lucros e dividendos passam a ser tributados

Os lucros e dividendos distribuídos passam a ser tributados quando ultrapassarem o valor de R$ 50 mil por mês por empresa, incidindo nesse caso uma retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte.

Sobretudo, essa regra também se aplica às empresas optantes pelo Simples Nacional.

No entanto, há uma exceção importante: os lucros referentes a períodos até o ano de 2025 permanecem isentos, desde que tenham sido devidamente apurados e aprovados dentro do prazo legal estabelecido.

Mudanças no Simples Nacional: Impactos em 2026 e 2027

5. Reforma Tributária começa em testes

Em 2026, a Reforma Tributária entra oficialmente em fase de testes no Brasil, marcando o início da adaptação das empresas ao novo modelo de tributação sobre o consumo.

Nesse período inicial, as notas fiscais passam a exibir de forma informativa os novos tributos, como a CBS com alíquota de 0,9% e o IBS estadual com 0,1%, enquanto o IBS municipal aparece com alíquota de 0%.

Nesse sentido, tal etapa ainda não representa cobrança efetiva dos tributos, servindo apenas para ajustes de sistemas, adaptação das empresas e preparação para a transição gradual que ocorrerá nos próximos anos.

6. Mais cobrança por atraso e mais controle

Em primeiro lugar, as mudanças trazem um cenário de maior rigor na gestão fiscal, com intensificação da fiscalização por parte dos órgãos competentes.

Bem como, há uma redução significativa da tolerância em relação a atrasos no cumprimento de obrigações, o que torna o controle de prazos ainda mais essencial para as empresas.

Aliás, cresce a responsabilidade sobre a contabilidade, exigindo maior organização, atenção aos detalhes e cumprimento rigoroso das exigências legais para evitar multas e penalidades.

Reforma Tributária e novos impostos

A reforma substitui tributos atuais por dois novos impostos:

  • IBS (estadual e municipal) → substitui ICMS e ISS
  • CBS (federal) → substitui PIS e COFINS

Sem dúvida, em alguns cenários, a carga total pode se aproximar de uma alíquota única estimada em até 26,5%.

Isso muda o Simples porque agora ele pode funcionar de 2 formas:

1) Manter tudo no Simples (DAS unificado)

Você continua pagando tudo numa guia só.

Só para ilustrar: Uma empresa com faturamento mensal de R$ 30 mil continua enquadrada no Simples Nacional e mantém o pagamento aproximado de 6% por meio do DAS.

Dessa forma, não há alterações na rotina operacional ou na forma de apuração dos tributos, preservando a simplicidade do regime.

Por outro lado, esse modelo não permite o aproveitamento de créditos de impostos, o que pode limitar possíveis reduções na carga tributária em comparação a outros regimes.

2) Modelo híbrido (fora do Simples)

A empresa pode pagar:

  • IRPJ, CSLL, CPP → dentro do Simples (DAS)
  • IBS e CBS → fora do Simples

Por exemplo: Uma loja que compra muitos produtos para revenda passa a lidar com um modelo mais detalhado de tributação. Ao adquirir mercadorias, os valores de IBS e CBS vêm destacados nas operações de compra, permitindo que esses tributos pagos na etapa anterior sejam aproveitados como crédito fiscal.

Assim, isso pode reduzir o valor total de impostos a pagar ao longo da cadeia, já que parte do que foi pago na compra pode ser compensado na venda.

Mas, esse modelo exige um controle mais rigoroso das operações e aumenta a complexidade da gestão contábil e fiscal, demandando mais organização e acompanhamento das informações tributárias.

Mudanças no Simples Nacional: Impactos em 2026 e 2027

Impactos principais da Reforma

Mudança na lógica tributária

A Reforma Tributária muda profundamente a forma como os impostos sobre consumo serão cobrados no Brasil.

Contudo, o modelo atual, baseado em diversos tributos separados como PIS, Cofins, ICMS e ISS, será substituído por um sistema de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), composto pelo IBS e pela CBS.

Pois a proposta busca simplificar a tributação, reduzir a cumulatividade de impostos e tornar a cobrança mais transparente para empresas e consumidores.

Além disso, o novo modelo cria maior padronização nas regras tributárias em todo o país, diminuindo diferenças entre estados e municípios e facilitando a gestão fiscal das empresas.

Fases da transição

A implementação da Reforma Tributária acontecerá de forma gradual. Como resultado, entre 2026 e 2028 ocorrerá a fase inicial de testes e adaptação dos sistemas fiscais e notas eletrônicas.

De 2029 a 2032 haverá uma transição progressiva, com redução gradual dos tributos antigos e, com efeito, o aumento da participação do IBS e da CBS.

A partir de 2033, o novo sistema tributário passará a funcionar integralmente, substituindo definitivamente os impostos atuais sobre consumo.

Em seguida, veja a Linha do Tempo:

  • 2026 a 2028 → fase de testes
  • 2029 a 2032 → transição gradual
  • 2033 → novo sistema completo

Certamente, é preciso comparar:

VantagensDesvantagens
Regime continua existindoMais complexidade
Pode gerar menos imposto em alguns casosMais planejamento contábil
Mais justiça tributária (crédito de impostos)Necessidade de rever preços e margens

Mudanças no Simples Nacional – Quem ganha ou perde?

Empresas com vantagem:

Podem ganhar principalmente as indústrias, o comércio com grande volume de compras e estoque e as empresas que atuam no modelo B2B, ou seja, que vendem para outras empresas.

Isso ocorre porque esses setores têm maior capacidade de aproveitar os créditos de IBS e CBS, o que pode reduzir o custo tributário total e melhorar a competitividade.

Empresas que precisam de atenção:

Prestadores de serviços como consultorias, design, advocacia e psicologia, assim como negócios de consumo final, como restaurantes e salões de beleza, podem perder competitividade com as mudanças tributárias.

Isso acontece porque esses segmentos geralmente não possuem muitos insumos que gerem créditos de impostos, o que reduz a possibilidade de abatimento no novo modelo do IBS e CBS.

Como consequência, essas empresas podem acabar ficando relativamente mais caras em negociações entre empresas (B2B), já que não oferecem o mesmo benefício fiscal de crédito que outros regimes tributários podem proporcionar.

Exemplo Prático 1: Loja de roupas

Hoje: Uma camiseta de R$100 pode ter vários impostos somados separadamente (cada um com sua regra e cálculo).

Com a nova regra:

  • Base: R$100
  • Alíquota total: até 26,5%
  • Imposto aproximado: R$26,50
  • Valor final: R$126,50

Em vez de vários cálculos diferentes, será uma cobrança única, mais transparente.

Exemplo Prático 2: Restaurante

Hoje: O restaurante paga ISS, PIS, Cofins e ICMS sobre insumos, cada um de forma diferente.

Com a nova regra:

  • Venda de um prato: R$50
  • Imposto único (26,5%): R$13,25
  • Total: R$63,25

Logo que, a ideia é simplificar a apuração e reduzir erros.

Exemplo Prático 3: Empresa de serviços (consultoria)

Hoje: Dependendo do regime, pode pagar ISS + PIS + COFINS.

Com a nova regra:

  • Serviço: R$ 1.000
  • Alíquota: 26,5%
  • Imposto: R$265
  • Valor final: R$1.265

⚠️ Ponto importante

Apesar de parecer apenas um aumento (26,5% é uma taxa alta), o efeito real pode variar porque:

  • alguns setores terão créditos tributários (abatimentos);
  • hoje há cobranças em cascata que podem encarecer mais do que o novo modelo;
  • cada tipo de empresa pode sentir impacto diferente.

Mudanças adicionais no Simples Nacional – 2026

Mais rigor e fiscalização

As mudanças no Simples Nacional também aumentam o nível de fiscalização e controle das empresas optantes pelo regime. A partir de 2026, o atraso na entrega do PGDAS-D passa a gerar multa automática desde o primeiro dia após o vencimento, eliminando a tolerância que existia anteriormente.

Além disso, a DEFIS, declaração anual obrigatória das empresas do Simples, também passa a ter penalidade por atraso, com multa mínima de R$200.

Outro ponto importante é a ampliação do cruzamento eletrônico de informações entre Receita Federal, estados e municípios. Dessa maneira, os sistemas fiscais passam a funcionar de forma integrada e em tempo real, permitindo identificar rapidamente inconsistências cadastrais, omissões de faturamento, divergências em notas fiscais e pendências tributárias.

Por isso, as empresas precisarão ter mais cuidado com o cumprimento de prazos, envio correto das declarações e atualização constante de seus dados fiscais e contábeis.

Notas Fiscais e padronização

Há uma nova obrigatoriedade na emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) em padrão nacional para empresas optantes pelo Simples Nacional a partir de 1º de setembro de 2026.

A mudança foi definida pela Resolução CGSN nº 189/2026 e altera a forma como microempresas e empresas de pequeno porte emitem notas fiscais de serviço no Brasil.

Acima de tudo, a nova regra vale apenas para prestação de serviços sujeita à emissão de NFS-e. Isto é: operações relacionadas somente ao ICMS, como venda de mercadorias, continuam seguindo sistemas estaduais e não entram nessa obrigatoriedade específica.

A saber, o objetivo do governo é padronizar nacionalmente a emissão de notas fiscais de serviço, reduzir burocracia e facilitar o compartilhamento de informações tributárias entre municípios, estados e União. Portanto, empresas que atuam em várias cidades não precisarão mais usar sistemas municipais diferentes.

Desse modo a emissão poderá ocorrer de duas maneiras:

  • diretamente pelo portal web do Emissor Nacional;
  • ou por integração via API com sistemas de gestão e ERPs das empresas.

Se bem que, muitas empresas ainda não estão preparadas tecnologicamente para essa integração e que empresários precisam conversar com seus contadores e fornecedores de software o quanto antes para evitar problemas de adaptação em 2026.

De fato, essa mudança se relaciona à Reforma Tributária. A padronização da NFS-e é apresentada como parte da modernização do sistema tributário brasileiro e da futura integração com IBS e CBS, os novos tributos criados pela reforma.

Além disso, há outra mudança relevante para 2026: a antecipação do período de opção do Simples Nacional para setembro de 2026, visando adequação à Reforma Tributária.

Em resumo, empresas deverão decidir futuramente sobre a forma de recolhimento de IBS e CBS, podendo optar pelo regime regular para gerar créditos tributários aos clientes.

Como isso afeta os pequenos negócios?

 Essa mudança afetará:

  • Microempresas (ME);
  • Empresas de Pequeno Porte (EPP);
  • Empresas com pedido de adesão ao Simples ainda em análise;
  • Empresas com pendências administrativas que possam futuramente ser enquadradas no Simples Nacional.

Ademais, tais mudanças podem alterar:

  • o valor dos impostos pagos;
  • o planejamento financeiro;
  • a emissão de notas fiscais;
  • as obrigações com a Receita Federal.

Em resumo, quem não acompanhar as novas regras pode perder benefícios fiscais ou até ser excluído do Simples Nacional.

Importância do Certificado Digital

O certificado digital será ainda mais importante para:

  • emitir notas fiscais;
  • acessar sistemas do governo;
  • enviar declarações;
  • evitar bloqueios e problemas fiscais.

Cuidados importantes:

  • acompanhar o faturamento da empresa;
  • manter impostos e declarações em dia;
  • consultar um contador;
  • renovar o certificado digital regularmente.

Quais serão as mudanças no Simples Nacional em 2027?

Resolução CGSN 186/2026

A Comitê Gestor do Simples Nacional publicou a Resolução CGSN nº 186 para organizar como será a entrada das empresas no Simples Nacional e no novo sistema de tributos da Reforma Tributária em 2027.

Nesse sentido, em 2027, empresas do Simples Nacional terão que fazer uma escolha estratégica dentro de uma única janela de tempo. Sendo assim, entre 1º e 30 de setembro de 2026, a empresa precisa escolher:

Decisão 1: Ficar no Simples Nacional em 2027

  • Mantém o regime unificado (DAS);
  • Inclui todos os tributos no modelo simplificado.

Decisão 2: Adotar o “Simples híbrido”

  • A empresa continua no Simples;
  • Mas IBS e CBS saem do DAS;
  • Passam a ser pagos no regime normal.

Essa escolha vale para o ano de 2027, ou seja, essa é uma decisão formal, com prazo rígido e efeitos automáticos em 2027.

Principais regras

Prazo antecipado

A princípio, a adesão ao Simples acontece em janeiro, mas para 2027 será diferente:

1º a 30 de setembro de 2026

A solicitação será feita no Portal do Simples Nacional, com validade a partir de:

1º de janeiro de 2027

Por exemplo: Uma empresa de marketing que quiser continuar no Simples em 2027 terá que decidir isso ainda em setembro de 2026.

Possibilidade de desistência

Se a empresa mudar de ideia, poderá cancelar a opção até: o último dia de novembro de 2026. Assim, a desistência será definitiva.

Empresas com dívidas poderão regularizar

Se acaso o pedido for negado por débitos:

  • a empresa terá 30 dias para regularizar;
  • depois disso, poderá ter a opção aprovada.

Por exemplo: Uma empresa com imposto atrasado poderá entrar no Simples se pagar ou parcelar a dívida dentro do prazo.

Regras para empresas novas

Empresas abertas entre: 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 já poderão escolher:

  • entrar no Simples;
  • definir se IBS e CBS ficarão no regime normal.

MEI ficou fora da mudança

As novas regras não valem para o SIMEI (MEI). O microempreendedor individual continuará seguindo as regras atuais.

Checklist para Contadores

Com as novas mudanças no Simples Nacional, o contador precisa ajustar a rotina para evitar multas e riscos fiscais.

1. Obrigações mensais (PGDAS-D)

  • Revisar calendário de entrega do PGDAS-D;
  • Criar alerta automático de vencimento;
  • Garantir envio antes do prazo final;
  • Conferir apuração antes da transmissão (evitar retrabalho).

👉 Atenção: atraso gera multa imediata desde 2026.

2. Obrigações anuais (DEFIS)

  • Incluir DEFIS no cronograma fixo do escritório;
  • Preparar fechamento contábil mais cedo;
  • Conferir dados de faturamento e sócios com antecedência;
  • Alertar cliente sobre multa mínima de R$200.

3. Planejamento de Imposto de Renda (PF dos sócios)

  • Revisar rendimentos mensais dos sócios;
  • Simular impacto da nova faixa de isenção (até R$5.000);
  • Ajustar distribuição de pró-labore x lucros.

4. Distribuição de lucros e dividendos

  • Identificar empresas com distribuição acima de R$50 mil/mês;
  • Simular retenção de 10% de IR;
  • Revisar política de distribuição de lucros;
  • Conferir aprovação formal dos lucros dentro do prazo legal.

5. Reforma Tributária (fase de testes)

  • Atualizar emissão de notas fiscais (DF-e);
  • Verificar destaque de:
    • CBS (0,9%);
    • IBS estadual (0,1%);
  • Ajustar sistemas de ERP/contabilidade;
  • Treinar equipe para novas informações na NF.

6. Controle de prazos e compliance

  • Implementar calendário fiscal unificado;
  • Criar rotina de conferência semanal de obrigações;
  • Automatizar alertas de vencimento;
  • Reduzir dependência de controles manuais.

7. Comunicação com clientes

  • Informar clientes sobre multas por atraso;
  • Explicar novas regras de dividendos;
  • Orientar sobre necessidade de envio antecipado de documentos;
  • Reforçar importância do planejamento tributário.

Em conclusão, o contador precisa focar em 4 pontos principais:

✔ Evitar atrasos (PGDAS e DEFIS agora têm multa);
✔ Reorganizar cronogramas fiscais;
✔ Preparar clientes para mudanças em dividendos;
✔ Adaptar sistemas para a Reforma Tributária.

FAQ – Mudanças no Simples Nacional

O Simples Nacional vai acabar em 2027?

Não. Ele continuará existindo, mas com adaptações para a Reforma Tributária.

O que são IBS e CBS?

São novos impostos criados pela Reforma Tributária:

  • IBS substitui ICMS e ISS
  • CBS substitui PIS e COFINS

O que é o Simples híbrido?

É quando a empresa continua no Simples, mas paga IBS e CBS fora do DAS.

Quem pode se beneficiar das mudanças?

Indústrias, comércios e empresas B2B, por conseguirem usar créditos tributários.

Quem pode ser mais impactado negativamente?

Prestadores de serviços e negócios com poucos insumos, por não gerarem muitos créditos.

Quando as mudanças começam a valer?

O processo começa em 2026, com transição gradual até 2033.

Conclusão

Vimos que o Simples Nacional continuará existindo, mas passará por adaptações importantes a partir de 2026 devido à Reforma Tributária.

As empresas precisarão se preparar desde já para evitar problemas fiscais, cumprir novas exigências, bem como, aproveitar os benefícios do regime.

Entre as principais mudanças está a nacionalização da emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e), que passará a seguir um padrão único em todo o país para empresas prestadoras de serviços optantes pelo Simples Nacional.

As empresas precisarão avaliar:

Desse modo, o planejamento tributário passa a ser essencial para manter vantagem no novo cenário.

Conte com a equipe da é-Simples para preparar sua empresa e seu escritório contábil para as mudanças do Simples Nacional, com mais segurança fiscal, tecnologia e suporte especializado na transição da Reforma Tributária.

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