Início » Contábil » Salões de Beleza no Simples Nacional: esse é o melhor?
Salões de Beleza no Simples Nacional: esse é o melhor?
Salões de Beleza no Simples Nacional: esse é o melhor?

Salões de Beleza no Simples Nacional: esse é o melhor?

10 minutos para ler
Salões de Beleza no Simples Nacional: esse é o melhor?

Se você é dono de salão de beleza ou está pensando em abrir um, provavelmente já ouviu que o Simples Nacional é a melhor escolha. Mas será que isso ainda é verdade para os salões de beleza em 2026 e continuará sendo em 2027?

A resposta curta é: depende. Porém, é preciso entender para avaliar.

Então, agora, você vai entender de forma simples como funciona a tributação de salões de beleza, quando o Simples Nacional é vantajoso, quando ele pode deixar de ser, e como pagar menos impostos dentro da lei.

Em seguida, confira:

O que é o Simples Nacional e como funciona para salões?
Salão de beleza paga quanto de imposto?
Quando o Simples Nacional pode deixar de ser vantajoso?
Lei do Salão Parceiro: como reduzir impostos legalmente
CNAE correto para salão de beleza
Quais impostos um salão paga?
Impacto da Reforma Tributária
Qual é o melhor regime tributário para salão de beleza?
Perguntas Frequentes

Boa leitura!

Salões de Beleza no Simples Nacional: esse é o melhor?

O que é o Simples Nacional e como funciona para salões?

Primeiramente o Simples Nacional é um regime tributário criado para pequenas empresas, que unifica vários impostos em uma única guia (DAS).

Assim, para salões de beleza, a regra geral é:

  • Enquadramento: Anexo III
  • Alíquota inicial: 6%
  • Limite de faturamento: R$ 4,8 milhões por ano

Em outras palavras, isso significa que um salão que fatura R$ 30.000 por mês pode pagar aproximadamente R$ 1.800 de imposto no início.

Mas atenção: esse valor não é fixo. A alíquota aumenta conforme o faturamento anual cresce.

Salão de beleza paga quanto de imposto?

Essa é uma das dúvidas mais comuns — e a resposta não é única. Ou seja, o valor dos impostos depende de quatro fatores principais:

Desse modo, entenda abaixo tais fatores.

1. Faturamento

É o quanto o salão ganha por mês ou por ano. Assim, quanto maior o faturamento, maior tende a ser o imposto.

Além disso, no Simples Nacional, a alíquota aumenta conforme o faturamento cresce.

Por exemplo:

  • Salão que fatura R$ 30 mil paga menos imposto;
  • Salão que fatura R$ 200 mil paga uma porcentagem maior.

2. Regime tributário

É a forma escolhida para calcular os impostos (Simples Nacional, Lucro Presumido, etc.). Dessa maneira, cada regime tem regras diferentes. Isto é, o mesmo salão pode pagar mais ou menos imposto dependendo da escolha

Logo:

  • No Simples Nacional: tudo vem em uma guia só
  • No Lucro Presumido: impostos separados (às vezes pode ser mais barato)

3. Folha de pagamento

É o gasto com funcionários (salários, encargos, INSS, etc.). Só para ilustrar, em alguns casos, ter funcionários pode reduzir a alíquota. Por outro lado, em outros casos, pode aumentar o custo total da empresa

De forma simples, quando o salão tem funcionários registrados (CLT), ele pode ter algumas vantagens nos impostos, dependendo do caso — como enquadramentos mais favoráveis ou redução de alíquotas.

Por outro lado, ter funcionários também gera mais custos obrigatórios, como INSS, FGTS, férias, 13º salário e outros encargos trabalhistas.

Ou seja: pode ajudar a pagar menos imposto em algumas situações, mas aumenta os gastos com a equipe. O ideal é equilibrar esses dois pontos.

4. Forma de contratação da equipe

É como você trabalha com os profissionais:

  • Funcionários registrados (CLT)
  • Profissionais parceiros (Lei do Salão Parceiro)

Isso muda completamente o cálculo dos impostos.

Quando o salão não usa a parceria, ele paga imposto como se todo o dinheiro fosse dele, mesmo a parte que depois vai repassar para os profissionais.

Já quando o salão usa a Lei do Salão Parceiro corretamente, ele paga imposto apenas sobre o que realmente fica com ele, e não sobre o valor total do serviço.

Em outras palavras, sem parceria, o imposto é calculado sobre o valor cheio; com parceria, o imposto é calculado só sobre o lucro do salão.

Isso evita pagar imposto sobre um dinheiro que, na prática, nem é do salão.

Em resumo: o imposto do salão não depende só de quanto ele fatura, mas de como ele está organizado por dentro.

Exemplo Prático

Dois salões faturando R$ 30.000/mês:

SituaçãoImposto aproximado
Sem planejamentoR$ 1.800
Com estrutura otimizadaPode ser menor

Ou seja: não é só o faturamento que define o imposto.

Quando o Simples Nacional pode deixar de ser vantajoso?

Embora seja o regime mais comum, o Simples não é sempre o mais econômico.

Então, salões que faturam entre R$ 200 mil e R$ 250 mil por mês podem começar a pagar mais impostos do que deveriam.

Nesses casos, o Lucro Presumido pode ser uma opção melhor em alguns casos porque, à medida que o salão cresce, o Simples Nacional deixa de ser tão “simples” assim no bolso.

Visto que no Simples, quanto mais o salão fatura, maior vai ficando a porcentagem de imposto. Chega um ponto em que essa alíquota sobe tanto que você começa a pagar mais do que pagaria em outro regime.

Já no Lucro Presumido, os impostos seguem regras mais fixas. Isso pode fazer com que, mesmo sendo um regime aparentemente mais complexo, o valor total pago seja menor.

Ou seja, o Simples é mais fácil de administrar, mas nem sempre é o mais barato. Quando o faturamento cresce, vale a pena comparar, porque a economia pode estar justamente em sair do “mais simples” e escolher o que pesa menos no caixa

LEMBRETES:

  • As alíquotas do Simples aumentam com o faturamento;
  • A carga tributária pode ultrapassar outros regimes;
  • Nem sempre a simplicidade compensa o custo.

Em conclusão, o melhor regime depende da realidade do salão.

Lei do Salão Parceiro: como reduzir impostos legalmente

A Lei do Salão Parceiro (Lei nº 13.352/2016) continua válida em 2026 e 2027 e pode gerar economia significativa.

A Lei do Salão Parceiro é uma forma legal de organizar a relação entre o salão e os profissionais, como cabeleireiros e manicures, sem que eles sejam considerados funcionários. Em vez de contratar pela CLT, o salão trabalha em parceria com esses profissionais, que atuam de forma mais independente, usando a estrutura do local e dividindo o valor dos serviços.

Como funciona?

Na prática, funciona assim: o cliente paga pelo serviço, o salão fica com uma parte e repassa o restante para o profissional. A grande vantagem é que o salão passa a pagar imposto apenas sobre a sua parte, e não sobre o valor total — o que pode gerar uma boa economia tributária.

Mas isso só funciona de verdade quando tudo está feito corretamente. É preciso ter um contrato formal por escrito, esse contrato precisa ser validado no sindicato da categoria, e o profissional deve emitir nota fiscal pela parte dele. Sem esses cuidados, a parceria pode ser considerada irregular e virar vínculo empregatício.

Resumindo: a lei não é um “jeitinho” para pagar menos imposto, e sim uma forma segura de pagar apenas o que é devido — desde que o salão esteja totalmente dentro das regras.

O salão pode trabalhar com profissionais parceiros (cabeleireiros, manicures, etc.), desde que:

  • Exista contrato formal;
  • O contrato seja homologado no sindicato;
  • O profissional emita nota fiscal.

Vantagem Principal

Sem a lei:

  • O salão paga imposto sobre 100% do valor recebido

Com a lei:

  • O salão paga imposto apenas sobre sua parte

Por exemplo:

Cliente paga: R$ 1.000

  • R$ 600 → profissional parceiro
  • R$ 400 → salão

Imposto incide apenas sobre R$ 400 (se estiver regularizado)

Isso pode representar uma redução relevante da carga tributária.

Cuidado com práticas ilegais

Alguns empresários tentam reduzir impostos abrindo vários MEIs em nome de terceiros.

Isso é considerado irregular e pode gerar:

  • Multas
  • Autuações da Receita Federal
  • Problemas fiscais graves

Com o cruzamento de dados cada vez mais avançado, essas práticas estão sendo facilmente identificadas.

A melhor estratégia é sempre o planejamento tributário legal.

Salões de Beleza no Simples Nacional: esse é o melhor?

CNAE correto para salão de beleza

O CNAE define como seu negócio será tributado.

Os principais são:

  • 9602-5/01 → Cabeleireiros, manicure e pedicure
  • 9602-5/02 → Estética e outros serviços

Escolher o CNAE errado pode fazer você pagar impostos indevidos.

Quais impostos um salão paga?

Depende do regime:

No Simples Nacional

Para os salões de beleza no Simples Nacional todos os impostos já vem no DAS:

  • ISS
  • INSS
  • IRPJ
  • PIS
  • COFINS

No Lucro Presumido

Impostos separados:

  • PIS: 0,65%
  • COFINS: 3%
  • ISS (municipal)
  • IRPJ e CSLL

Impacto da Reforma Tributária (2026 e 2027)

A Reforma Tributária já está em fase de transição e trará mudanças importantes.

Principais pontos:

  • Substituição de tributos por CBS e IBS;
  • Mudanças na forma de cálculo;
  • Adaptação dos regimes atuais.

Durante esse período, o planejamento tributário será ainda mais importante.

Salões de Beleza no Simples Nacional: esse é o melhor?

Qual é o melhor regime tributário para salão de beleza?

Na maioria dos casos:

O Simples Nacional é melhor para:

  • Salões pequenos;
  • Negócios iniciantes;
  • Baixo faturamento.

Pode não ser ideal para:

  • Salões em crescimento;
  • Alto faturamento;
  • Estrutura mais complexa.

Não existe resposta padrão. Pois o ideal é sempre fazer um estudo.

Salões de Beleza no Simples Nacional – Perguntas Frequentes

Salão de beleza é sempre Anexo III?

Sim, em regra, atividades de beleza são tributadas pelo Anexo III do Simples Nacional.

A alíquota é sempre 6%?

Não. 6% é apenas a alíquota inicial. Ela aumenta conforme o faturamento anual.

Posso pagar menos imposto legalmente?

Sim. Com:

Preciso emitir nota fiscal?

Sim. Para estar regular:

  • CNPJ ativo
  • Cadastro na prefeitura
  • Emissão de NFS-e

Vale a pena sair do Simples Nacional?

Depende. Em alguns casos, o Lucro Presumido pode ser mais econômico.

Posso trabalhar com profissionais sem contrato?

Não é recomendado. Isso pode gerar:

  • Processo trabalhista
  • Multas
  • Problemas fiscais

Conclusão

O Simples Nacional é uma excelente opção para muitos salões de beleza — mas não é uma regra absoluta.

À medida que o negócio cresce, continuar no mesmo regime pode significar pagar mais impostos do que o necessário.

A melhor decisão sempre passa por:

Com as mudanças da Reforma Tributária em andamento, revisar sua estratégia será essencial para manter a lucratividade e evitar riscos. Portanto, salões de beleza, avaliem se o Simples Nacional é para vocês!

Com a é-Simples, você conta com uma contabilidade especializada no setor da beleza que ajuda seu salão a pagar menos impostos e aumentar seus resultados com segurança.

Posts relacionados

Deixe um comentário