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Split Payment em 2027: Mudanças para empresas e contadores
Split Payment em 2027: Mudanças para empresas e contadores

Split Payment em 2027: Mudanças para empresas e contadores

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Split Payment em 2027: Mudanças para empresas e contadores

A Reforma Tributária brasileira trouxe uma das maiores mudanças já vistas no sistema de arrecadação de impostos sobre consumo: o Split Payment. Nesse sentido, o novo modelo começará a ser implementado em 2027 e promete alterar profundamente a rotina financeira, fiscal e contábil das empresas.

Sendo assim, o imposto deixará de passar temporariamente pelo caixa da empresa. Ou seja, o valor referente aos tributos será separado automaticamente no momento do pagamento da operação e enviado diretamente ao governo.

Portanto, essa mudança afetará fluxo de caixa, emissão de notas fiscais, integração bancária, aproveitamento de créditos tributários e a forma como empresas e escritórios contábeis administram suas obrigações fiscais.

Entenda, em seguida:

Split Payment em 2027: Mudanças para empresas e contadores

O que é Split Payment?

Em primeiro lugar, o Split Payment é um sistema de recolhimento automático de tributos criado dentro da Reforma Tributária do consumo.

Nesse modelo, quando ocorre uma venda, o valor correspondente aos impostos — como CBS e IBS — é automaticamente segregado no momento do pagamento da operação.

Assim, a empresa recebe apenas o valor líquido da venda, enquanto o tributo é enviado diretamente ao fisco.

Por exemplo: Imagine uma venda de R$ 1.000 com R$ 100 de tributos:

Modelo AtualSplit Payment
Empresa recebe R$ 1.000Empresa recebe R$ 900
Depois paga o impostoR$ 100 vão direto ao governo

Desse modo, o objetivo principal é:

  • reduzir sonegação;
  • combater inadimplência tributária;
  • aumentar a transparência;
  • automatizar a arrecadação;
  • garantir maior controle dos créditos tributários.

Qual a legislação do Split Payment?

O modelo foi criado dentro da Reforma Tributária aprovada pela:

Emenda Constitucional nº 132/2023

A EC 132/2023 instituiu o novo sistema tributário sobre consumo no Brasil. Isto é, ela criou:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços);
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Lei Complementar nº 214/2025

A LC 214/2025 regulamentou regras iniciais da CBS e do IBS e estabeleceu as bases operacionais do Split Payment.

Além disso, o governo ainda deverá publicar:

Como funcionará o Split Payment em 2027?

A saber, a implementação será gradual e inicialmente opcional. Pois o governo definiu que o modelo começará em 2027 apenas para operações entre empresas (B2B), permitindo adaptação do mercado e dos sistemas tecnológicos.

De fato, a primeira fase do modelo ocorrerá em 2027, onde o Split Payment será:

  • facultativo;
  • gradual;
  • focado em operações B2B;
  • integrado aos novos tributos CBS e IBS.

Bem como, de início, os meios de pagamento priorizados serão:

  • Pix;
  • boletos;
  • transferências eletrônicas.

Por outro lado, cartões de crédito, vouchers e outros meios mais complexos devem entrar em etapas posteriores.

Split Payment em 2027: Mudanças para empresas e contadores

Quais são os modelos de Split Payment previstos?

A regulamentação do Split Payment prevê três formas de funcionamento do sistema:

Split Payment Simplificado

É o modelo mais simples, pensado principalmente para o varejo e vendas ao consumidor final. Nele, o sistema retém automaticamente um percentual médio de imposto no momento da venda, sem cálculos mais complexos.

Split Payment Inteligente

Nesse modelo, o valor do imposto vai primeiro para o governo e depois são feitas compensações e ajustes dos créditos tributários em até 3 dias úteis. Logo que, é um sistema mais detalhado e com maior controle fiscal.

Split Payment Superinteligente

É o modelo mais avançado. Já que, o sistema calcula e compensa automaticamente os créditos tributários em tempo real, no próprio momento da transação, deixando o processo mais rápido, preciso e automatizado.

Cronograma de Implementação

AnoEtapa
2026Testes técnicos, homologações e adaptação dos sistemas
2027Início opcional do Split Payment no modelo B2B
2029 a 2032Transição entre tributos antigos e novos
2033Implantação completa da Reforma Tributária

O que muda para as empresas?

Sobretudo, o principal impacto para as empresas será financeiro. Hoje, muitas empresas utilizam temporariamente o valor do imposto como capital de giro até a data do recolhimento. Porém, com o Split Payment, esse recurso deixará de circular no caixa.

Impactos diretos nas empresas

Fluxo de caixa

A retenção automática reduz a disponibilidade imediata de recursos financeiros. Dessa forma, as empresas precisarão rever:

Emissão de notas fiscais

As notas fiscais precisarão trazer corretamente:

  • valor da CBS;
  • valor do IBS;
  • segregação dos tributos;
  • identificação vinculada à operação financeira.

Porque erros de parametrização podem gerar:

  • problemas de crédito tributário;
  • inconsistências fiscais;
  • falhas de apuração.
Split Payment em 2027: Mudanças para empresas e contadores

Integração tecnológica

Acima de tudo, será necessário adaptar:

  • ERPs;
  • sistemas financeiros;
  • APIs bancárias;
  • plataformas de pagamento;
  • softwares fiscais e contábeis.

Como as empresas devem se preparar?

Certamente, agora é o melhor momento! Pois a preparação deve começar em 2026.

Checklist de adaptação

Revisão tecnológica

  • atualizar ERPs;
  • integrar APIs bancárias;
  • validar emissão fiscal.

Revisão financeira

  • recalcular capital de giro;
  • reorganizar fluxo de caixa;
  • revisar contratos financeiros.

Capacitação das equipes

  • treinamento fiscal;
  • atualização contábil;
  • capacitação operacional.

Testes internos

  • homologação de sistemas;
  • simulação de operações;
  • validação de conciliações financeiras.

Como o Split Payment afeta os escritórios de contabilidade?

Já que os escritórios contábeis terão papel estratégico durante toda a transição da Reforma Tributária.

Então, a mudança exigirá maior integração entre:

Novas demandas para os contadores

Revisão de processos

Os escritórios precisarão revisar:

  • parametrizações fiscais;
  • regras de apuração;
  • integração bancária;
  • validação de documentos fiscais.

Consultoria estratégica

Com o Split Payment, os clientes precisarão de orientação para entender os impactos da Reforma Tributária no dia a dia da empresa.

O novo sistema afetará o fluxo de caixa, já que parte do dinheiro da venda irá direto para o governo. Aliás, também será necessário adaptar sistemas, revisar processos financeiros e garantir o correto aproveitamento dos créditos tributários.

Além disso, empresas precisarão reduzir riscos operacionais, evitando erros fiscais, falhas tecnológicas e problemas no recolhimento automático dos tributos.

Em resumo, os contadores deverão orientar seus clientes sobre:

  • impacto no fluxo de caixa;
  • adequação de sistemas;
  • créditos tributários;
  • gestão financeira;
  • riscos operacionais.

Atualização constante

Se bem que, vale lembrar: a Receita Federal ainda publicará normas complementares para detalhar o funcionamento operacional do sistema.

Como ficam os créditos tributários?

Um dos pilares do novo modelo é o chamado: crédito vinculado ao pagamento.

Em outras palavras, o comprador somente poderá aproveitar créditos tributários após a efetiva comprovação do recolhimento do imposto na operação.

Na prática, isso aumenta o controle sobre:

  • fornecedores;
  • pagamentos;
  • documentos fiscais;
  • regularidade tributária.

Penalidades Previstas

As empresas que não seguirem corretamente as novas regras da Reforma Tributária poderão receber punições financeiras e até enfrentar dificuldades para operar.

Em seguida, veja exemplos:

  • Multas por erros na segregação dos tributos: a empresa pode ser multada se calcular ou separar os impostos de forma incorreta;
  • Multa de mora: acontece quando o pagamento dos tributos é feito com atraso;
  • Atualização pela Selic: além da multa, os valores em atraso terão acréscimo de juros com base na taxa Selic;
  • Risco de suspensão operacional: em situações mais graves, a empresa pode sofrer bloqueios ou restrições que dificultam suas operações fiscais e financeiras.

Perguntas Frequentes sobre Split Payment

1. O Split Payment será obrigatório em 2027?

Não inicialmente, porque o modelo começará de forma opcional e gradual nas operações B2B.

2. O consumidor final será impactado?

A princípio, não. Pois o foco inicial será entre empresas. O modelo B2C deve ocorrer futuramente.

3. O Split Payment substitui impostos atuais?

Sim. O sistema está ligado aos novos tributos CBS e IBS, que substituirão tributos como:

  • PIS;
  • Cofins;
  • ICMS;
  • ISS;
  • parte do IPI.

4. 2026 já terá cobrança?

Não. O ano de 2026 será utilizado para testes, homologações e adaptação dos sistemas.

5. Empresas pequenas também precisarão se adaptar?

Sim. Mesmo empresas menores precisarão revisar emissão fiscal, integração financeira e processos tributários.

Conclusão

O Split Payment representa uma das mudanças mais profundas da Reforma Tributária brasileira.

A nova sistemática altera diretamente a dinâmica de arrecadação, fluxo financeiro, gestão tributária, bem como, a integração tecnológica das empresas.

Embora a implementação inicial em 2027 seja opcional e gradual, a preparação precisa começar desde já. Empresas que se anteciparem terão menos riscos operacionais, maior segurança fiscal e melhor adaptação ao novo modelo tributário.

Para os escritórios contábeis, o momento também cria oportunidades estratégicas de consultoria, planejamento tributário e suporte tecnológico aos clientes diante da nova realidade fiscal brasileira.

Dessa forma, tais mudanças do Split Payment e da Reforma Tributária, tornam necessária uma assessoria especializada.

A é-Simples Auditoria está preparada para ajudar empresas e contadores na adaptação ao novo modelo tributário, oferecendo suporte estratégico, planejamento fiscal e soluções inteligentes para reduzir riscos e garantir mais segurança na transição para 2027.

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