
Se a sua empresa foi excluída do regime simplificado, é normal surgir a preocupação com aumento de impostos e burocracia. Nesse cenário, a principal dúvida é: ainda é possível voltar para o Simples Nacional?
A resposta é sim, mas isso depende diretamente da regularização das pendências e do cumprimento dos prazos estabelecidos.
Além disso, agir rápido pode garantir até mesmo o retorno com efeitos retroativos, o que faz diferença no caixa da empresa.
Neste guia completo, você vai entender como funciona o processo, o que fazer na prática e quais cuidados tomar para não perder essa oportunidade.
Por que uma empresa é excluída do Simples Nacional?
Ainda dá tempo de voltar para o Simples Nacional?
Passo a passo para voltar para o Simples Nacional
MEI também pode voltar para o Simples Nacional?
O que acontece se não voltar para o Simples Nacional?
Perdi o prazo. E agora?
Dicas importantes para conseguir voltar para o Simples Nacional
FAQ – Dúvidas frequentes sobre voltar para Simples Nacional

Por que uma empresa é excluída do Simples Nacional?
Antes de entender como voltar, é importante saber o que levou à exclusão.
Na maioria dos casos, isso acontece por motivos simples, como débitos em aberto com a Receita Federal, estados ou municípios.
Além disso, atrasos recorrentes no pagamento de tributos, irregularidades cadastrais ou até o faturamento acima do limite permitido também podem causar o desenquadramento.
Muitas vezes, o empresário só percebe o problema quando já está fora do regime e sente o impacto no aumento da carga tributária.
Ainda dá tempo de voltar para o Simples Nacional?
A saber, esse é um ponto essencial.
Normalmente, existe um prazo até o final de janeiro para regularizar a situação e solicitar o reenquadramento.
Se a empresa fizer isso dentro desse período, ela retorna ao regime com efeito retroativo a 1º de janeiro.
Por outro lado, quem perde esse prazo precisa aguardar o próximo ano, permanecendo em outro regime tributário durante todo esse período.
Por isso, quanto antes você agir, melhor.
Passo a passo para voltar para o Simples Nacional
Se a sua empresa saiu do regime, basta regularizar as pendências e seguir algumas etapas simples para retornar.
1. Verifique a situação da empresa
O primeiro passo é acessar os sistemas oficiais para identificar o motivo da exclusão e possíveis irregularidades.
Acesse:
- Portal e-CAC
https://cav.receita.fazenda.gov.br - Portal do Simples Nacional
https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional
Nesses portais, você deve consultar:
- Débitos em aberto
- Pendências fiscais
- Notificações no DTE-SN
2. Identifique todas as pendências
Após o acesso, verifique detalhadamente tudo o que está irregular.
As pendências mais comuns incluem:
- Impostos atrasados
- Multas
- Falta de entrega de declarações
Esse levantamento é essencial para garantir que nada fique para trás.
3. Regularize a situação da empresa
Com todas as pendências identificadas, é necessário regularizar a empresa.
Você pode:
- Efetuar o pagamento à vista
- Parcelar os débitos
- Negociar dívidas inscritas em dívida ativa
Para dívidas na dívida ativa, utilize:
- Portal Regularize
https://www.regularize.pgfn.gov.br
Dependendo do caso, podem existir condições facilitadas, como redução de juros e multas.
4. Aguarde a atualização das informações
Após a regularização, o sistema não atualiza imediatamente.
Espere alguns dias e acompanhe o sistema até tudo ficar regularizado.
Somente após a regularização completa é possível avançar para o próximo passo.
5. Solicite a opção pelo Simples Nacional
Com a empresa regular, acesse novamente o portal do Simples Nacional e faça a solicitação de reenquadramento.
A solicitação é feita diretamente no sistema e será analisada pela Receita Federal.
6. Acompanhe o andamento do pedido
Depois de solicitar, acompanhe o status no portal.
Caso surja alguma nova pendência, será necessário regularizar antes da aprovação.
Se estiver tudo correto, a empresa será reenquadrada no Simples Nacional.
7. Fique atento ao prazo
O pedido para voltar ao Simples Nacional geralmente deve ser feito até o final de janeiro.
Faça a solicitação dentro do prazo e mantenha a empresa regular para garantir o efeito retroativo.
Se perder o prazo, aguarde o próximo período para solicitar novamente.
MEI também pode voltar para o Simples Nacional?
Sim, o Microempreendedor Individual também pode se regularizar.
Nesse caso, o processo envolve algumas etapas específicas, como regularizar débitos do DAS, enviar declarações em atraso e solicitar o reenquadramento no SIMEI.
Depois disso, o MEI volta a ter acesso aos benefícios do regime simplificado, desde que esteja dentro das regras da categoria.

O que acontece se não voltar para o Simples Nacional?
Quando a empresa não consegue voltar para o Simples Nacional, ela não fica sem enquadramento, uma vez que passa automaticamente a ser tributada por outro regime, normalmente o Lucro Presumido ou o Lucro Real.
Como resultado, essa mudança impacta tanto a forma de cálculo dos impostos quanto a rotina da empresa.
No caso do Lucro Presumido, para exemplificar, o governo define uma margem de lucro “estimada” para calcular os tributos.
Ou seja, mesmo que a empresa tenha tido pouco lucro no período, os impostos serão cobrados com base nessa estimativa.
Por um lado, esse regime é mais simples que o Lucro Real e tem menos exigências. Por outro lado, pode acabar sendo mais caro, principalmente para empresas com margem de lucro menor.
Já no Lucro Real, os impostos são calculados com base no lucro efetivo da empresa, ou seja, no resultado real após receitas e despesas.
Isso pode ser vantajoso em alguns cenários, especialmente quando o lucro é baixo.
No entanto, exige um controle financeiro e contábil muito mais rigoroso, com mais obrigações acessórias e acompanhamento constante.
Além da diferença no cálculo dos impostos, outro ponto relevante diz respeito à rotina fiscal, já que, fora do Simples Nacional, a empresa precisa lidar com mais guias, cálculos separados e maior risco de erros caso não haja organização.
Na prática, isso significa:
- Mais burocracia no dia a dia;
- Maior necessidade de controle financeiro;
- Possível aumento da carga tributária;
- Dependência maior de acompanhamento contábil.
Por isso, sempre que possível, voltar para o Simples Nacional costuma ser a opção mais simples e econômica para micro e pequenas empresas.
Perdi o prazo. E agora?
Se o prazo para solicitação foi perdido, não há muito o que fazer no curto prazo.
A empresa precisará permanecer em outro regime tributário até a próxima janela de adesão, que normalmente ocorre no início do ano seguinte.
Além disso, é importante destacar que abrir um novo CNPJ não garante o enquadramento no Simples Nacional.
Dependendo da situação, isso pode ser interpretado como continuidade empresarial, o que pode impedir o reenquadramento.

Dicas importantes para conseguir voltar para o Simples Nacional
Algumas atitudes simples podem aumentar muito suas chances de sucesso.
Primeiramente, regularize qualquer pendência o quanto antes, evitando que a situação se agrave.
Além disso, acompanhe frequentemente o DTE-SN, pois é por lá que chegam notificações importantes da Receita Federal.
Outro ponto essencial é manter os tributos em dia após o reenquadramento, já que a inadimplência é uma das principais causas de exclusão.
Por fim, contar com o apoio de um contador pode facilitar todo o processo e evitar erros que possam atrasar o retorno ao regime.
FAQ – Dúvidas frequentes sobre voltar para Simples Nacional
1. Posso voltar para o Simples Nacional a qualquer momento?
Não. Na maioria dos casos, o pedido só pode ser feito até 31 de janeiro.
2. Preciso pagar todas as dívidas para voltar?
Sim, mas também é possível parcelar os débitos.
3. Quem foi excluído pode voltar automaticamente?
Não. É necessário solicitar o reenquadramento.
4. MEI excluído pode voltar?
Sim, desde que regularize suas pendências.
Conclusão
Regularizar a empresa e compreender o processo de reenquadramento é essencial para evitar prejuízos e retomar um regime tributário mais simples, pois isso garante mais controle e previsibilidade financeira.
Nesse sentido, mesmo após a exclusão, ainda existem caminhos viáveis, desde que as pendências sejam resolvidas dentro do prazo.
Manter um acompanhamento fiscal frequente também faz diferença, pois reduz riscos e contribui para uma gestão mais segura.
Voltar para Simples Nacional é totalmente possível e, na maioria dos casos, extremamente vantajoso.
Isso exige organização, atenção aos prazos e regularização das pendências.
Quanto antes você agir, maiores serão as chances de recuperar os benefícios e manter sua empresa em um regime mais simples e econômico.
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Sócio Fundador e CEO da é-Simples Auditoria Eletrônica, Contador, Consultor Tributário, Empreendedor, trabalhando na área fiscal desde 2007 e agora programando sistema para promover benefícios fiscais a seus clientes.





