Planejamento Tributário

Saiba mais sobre a transformação digital tributária e como ela pode ajudá-lo

Escrito por Leonel Monteiro

A transformação digital tributária já é uma realidade, mas grande parte das empresas brasileiras ainda não está preparada para aderir e acompanhar toda essa mudança.

O panorama atual exige que as companhias realizem adaptações que vão das práticas operacionais tributárias, passando pelo planejamento estratégico, até os recursos tecnológicos e a gestão de pessoas para atender as novas demandas.

Neste post, apresentaremos informações importantes sobre essa revolução e como as novas tecnologias podem ser aliadas da área fiscal. Confira!

O sistema tributário antes da tecnologia

O sistema tributário brasileiro sempre foi marcado por grande complexidade com interpretação da legislação, prazos, fechamentos de períodos, entregas de obrigações acessórias às administrações fazendárias da União, Estados e Municípios, entre outras atividades. As empresas precisavam lidar com processos bastante onerosos e muita papelada, e os profissionais da área tinham uma atuação bem operacional. Porém, com o avanço tecnológico, esse cenário mudou.

Hoje, as companhias já conseguem atender aos prazos estabelecidos com maior pontualidade por meio de aplicações digitais integradas às plataformas do Fisco, aumentando sua capacidade analítica e estratégica. E a nova rotina dos colaboradores da área fiscal, tributária e contábil pode ser facilmente observada.

As tecnologias que impactaram o sistema tributário

A transformação digital tributária fez com que as organizações passassem por momentos de replanejamento e aderissem a novas tecnologias que impactaram profundamente a forma de fazer gestão fiscal. Confira, a seguir, as principais tecnologias que, atualmente, estão contribuindo para essa revolução no sistema tributário.

Computação na nuvem

Um dos maiores pilares da transformação digital tributária, a computação na nuvem (cloud computing) acaba com a necessidade de grande investimento em infraestrutura de TI. Com ela, as organizações podem adquirir softwares como serviço — sem longos períodos para implantação — para serem utilizados em qualquer dispositivo (notebook, tablet, smartphone etc.) e em qualquer lugar e horário.

A computação em nuvem facilita a escalabilidade e, se bem utilizada, pode ser um upgrade bastante significativo na gestão tributária das empresas.

Inteligência Artificial (AI)

São os equipamentos e as aplicações inteligentes que operam praticamente sem nenhuma intervenção humana. Eles são capazes de funcionar e reagir como seres humanos, pois são parametrizados com linguagens de programação específicas.

A Inteligência Artificial pode, por exemplo, ser utilizada no controle de mercadorias para tarifas alfandegárias, classificando rapidamente informações de vários sistemas e potencializando a produtividade ao mesmo tempo em que reduz os erros que podem levar a multas.

Business Inteligence (BI)

São aplicações que captam dados dos diversos softwares utilizados pela companhia para realizar análises complexas. Essas informações são armazenadas em um banco de dados único para facilitar a consolidação e promover tomadas de decisões mais inteligentes e competitivas.

Atualmente, empresas de todos os portes e segmentos podem adquirir plataformas de BI na nuvem. Essas soluções também promovem a integração dos processos de gestão fiscal e tributária, disponibilizando relatórios gerenciais e dados estatísticos rapidamente e com máxima confiabilidade.

Data Sciense

Tal como a BI, a ciência de dados (data sciense) tem a função de captar e reunir informações para análises complexas, porém, com uma abordagem diferente para realizar a interpretação. Nesse caso, existe a presença de um profissional multidisciplinar conhecido como o cientista de dados.

Esse profissional reúne algumas especialidades, como programação, matemática, estatística e conhecimento básico acerca do empreendimento, para analisar as informações tendo como base os objetivos estratégicos da empresa. A partir de um conjunto de dados coletados e utilizando métodos científicos, o cientista de dados analisa e explora padrões e anomalias, gerando conhecimentos valiosos para a organização.

Robótica

A robótica é outra tecnologia que vem sendo utilizada na transformação digital tributária. Ela pode automatizar tarefas rotineiras, como cálculos e apurações, o que significa mais eficiência e agilidade para a área fiscal e financeira.

Aplicações e equipamentos robotizados permitem escalar o volume de trabalho sem a necessidade de contratar mais mão de obra. Um computador programado para simular ações humanas e operar diversos sistemas automaticamente pode, por exemplo, gerar um número maior de faturas por hora.

Todas essas inovações, certamente, estão beneficiando o meio tributário com velocidade e automação, identificando padrões e possibilitando tomadas de decisões mais inteligentes.

E então, sua empresa está preparada para a transformação digital tributária? Você já utiliza alguma dessas tecnologias? Deixe seu comentário!

Sobre o autor

Leonel Monteiro

Sócio Fundador e CEO da é-Simples Auditoria Eletrônica, Contador, Consultor Tributário, Empreendedor, trabalhando na área fiscal desde 2007 e agora programando sistema para promover benefícios fiscais a seus clientes.

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