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Calendário Tributário 2026 e 2027: Obrigações e Prazos
Calendário Tributário 2026 e 2027: Obrigações e Prazos

Calendário Tributário 2026 e 2027: Obrigações e Prazos

15 minutos para ler

Manter o calendário tributário atualizado é uma das tarefas mais importantes da rotina contábil. Afinal, perder o prazo de uma declaração ou pagamento pode resultar em multas, juros, restrições fiscais e até problemas para manter benefícios tributários.

Mas o calendário tributário de 2026 e 2027 merece atenção especial.

Se bem que, além das obrigações que fazem parte da rotina das empresas, esses anos marcam uma etapa importante da implantação da Reforma Tributária sobre o consumo, com mudanças que atingem diretamente documentos fiscais, Simples Nacional, IBS e CBS.

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O que é calendário tributário?

Em primeiro lugar, o calendário tributário é uma ferramenta utilizada para organizar os prazos relacionados ao cumprimento das obrigações fiscais, tributárias, contábeis, trabalhistas e previdenciárias de uma empresa.

Pois ele reúne dois grandes grupos:

TipoO que significaExemplos
Obrigação principalEnvolve o pagamento de tributosDAS, DARF, ICMS, ISS, IRPJ, CSLL
Obrigação acessóriaEnvolve o envio de informações ao FiscoPGDAS-D, EFD-Reinf, ECD, ECF, DCTFWeb

Essa distinção é importante porque uma empresa pode estar em dia com o pagamento dos tributos e, mesmo assim, ficar irregular por deixar de entregar uma obrigação acessória.

Além disso, o calendário varia conforme o regime tributário, atividade econômica, existência de empregados, operações realizadas e legislação estadual ou municipal.

Empresas do Lucro Real e do Lucro Presumido, por exemplo, normalmente possuem uma quantidade maior de obrigações do que empresas do Simples Nacional.

Calendário tributário 2026: visão mês a mês

O calendário abaixo funciona como mapa de planejamento, e não como substituto da agenda oficial.

MêsPrincipais pontos de atenção
JaneiroDAS, PGDAS-D, obrigações mensais e planejamento fiscal do ano
FevereiroObrigações mensais, folha, retenções e preparação das obrigações anuais
MarçoDEFIS e outras obrigações anuais, conforme o perfil da empresa
AbrilObrigações mensais e fechamento de informações do primeiro trimestre
MaioDAS, PGDAS-D e obrigações contábeis/fiscais conforme regime
JunhoRotina mensal e obrigações relativas ao encerramento do primeiro semestre
JulhoECF e demais obrigações anuais conforme regime e situação da empresa
AgostoObrigações mensais e preparação para o calendário de setembro
SetembroOpção pelo Simples 2027, IBS/CBS, EFD-Reinf, EFD-Contribuições, Dirbi, PGDAS-D, DITR e outras
OutubroContinuidade das obrigações mensais e preparação para a NFS-e Nacional
NovembroNFS-e Nacional obrigatória para ME/EPP do Simples
DezembroFechamento anual, planejamento tributário e preparação para 2027
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Calendário tributário 2026: principais prazos

Em 2026, algumas datas merecem atenção especial, principalmente para empresas do Simples Nacional e contribuintes sujeitos às obrigações federais.

Principais datas recorrentes

PeríodoObrigações que podem aparecer
Dia 15EFD-Contribuições, EFD-Reinf e outras obrigações específicas
Dia 20Dirbi e outras obrigações; PGDAS-D/DAS conforme calendário oficial
Dia 25Diversos recolhimentos federais, incluindo PIS/Cofins para determinados contribuintes
Final do mêsDCTFWeb, declarações específicas, parcelamentos e outros pagamentos, conforme competência

Essas datas não devem ser interpretadas como uma regra única para todas as empresas. A própria Agenda Tributária da Receita Federal apresenta vencimentos diferentes conforme a natureza do tributo e a obrigação.

Importante: os prazos acima servem como guia de planejamento. A data efetiva de cada obrigação deve ser conferida na agenda oficial do respectivo órgão, porque podem existir alterações, prorrogações, feriados e regras específicas por regime, atividade ou município.

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Calendário tributário de setembro de 2026

Setembro de 2026 é particularmente importante porque concentra mudanças relacionadas ao Simples Nacional e diversos prazos federais.

Quadro: principais datas de setembro de 2026

DataPrincipais obrigações
15/09EFD-Contribuições, EFD-Reinf e outras obrigações específicas
20/09Dirbi
21/09DAS, DAS-MEI e PGDAS-D, conforme calendário oficial
25/09Diversos recolhimentos federais, incluindo PIS/Pasep e Cofins para determinados contribuintes
30/09DCTFWeb, DITR, DME, DOI, DeCripto e outras obrigações

Assim, a Agenda Tributária oficial da Receita Federal confirma, entre outros, os vencimentos de 15, 25 e 30 de setembro.

Calendário Tributário 2026 e 2027: Obrigações e Prazos

Atenção ao dia 30 de setembro

Sobretudo, o último dia de setembro concentra diversas obrigações e pagamentos. Entre eles estão a DCTFWeb, a DITR 2026, a DME, a DOI e a DeCripto, além de outros recolhimentos.

Por isso, setembro não deve ser tratado apenas como o mês da escolha do Simples Nacional. Ele também exige uma revisão ampla do calendário fiscal da empresa.

A grande mudança de 2026: a opção pelo Simples Nacional para 2027

Uma das alterações mais relevantes para empresas de pequeno porte está no próprio calendário de opção pelo regime.

A Resolução CGSN nº 186/2026 alterou o período de opção pelo Simples Nacional.

A partir dessa mudança, a empresa que deseja ser optante pelo Simples Nacional em 2027 deve fazer a opção em setembro de 2026, e não mais em janeiro de 2027.

A saber, o período definido para a opção é:

1º a 30 de setembro de 2026.

A mudança está relacionada à adaptação do Simples Nacional à Reforma Tributária do Consumo.

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O que isso significa na prática?

A empresa precisa antecipar sua análise tributária.

Acima de tudo, antes de escolher o regime para 2027, é recomendável avaliar:

  • faturamento atual;
  • projeção de receita;
  • margem de lucro;
  • folha de pagamento;
  • perfil dos clientes;
  • operações B2B e B2C;
  • possibilidade de aproveitamento de créditos;
  • impacto do IBS e da CBS;
  • necessidade de alteração na emissão de documentos fiscais.

IBS e CBS: por que o calendário tributário mudou?

A Lei Complementar nº 214/2025 regulamentou parte importante da Reforma Tributária do Consumo e instituiu o IBS e a CBS.

Bem como, a legislação foi complementada pela Lei Complementar nº 227/2026, que criou o Comitê Gestor do IBS e tratou de aspectos do novo imposto.

Para o Simples Nacional, a mudança exige planejamento porque a empresa poderá, conforme as regras aplicáveis, permanecer com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples ou optar pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular.

Nesse sentido, o Ministério da Fazenda confirma que as novas regras do CGSN incorporam IBS e CBS ao regime e estabelecem novos períodos de opção.

2026 x 2027: o que muda no calendário tributário?

Tema20262027
Simples NacionalRegras atuais continuam sendo aplicadas durante 2026Novas regras passam a produzir efeitos
Opção pelo SimplesPara 2027, ocorre em setembro de 2026Regra passa a considerar o novo calendário
IBSAno de preparação/testes para regimes alcançadosPassa a produzir efeitos para optantes do Simples conforme regulamentação
CBSPreparação para a transiçãoPassa a integrar as regras aplicáveis ao Simples
NFS-e NacionalObrigatoriedade para ME/EPP a partir de 01/11/2026Continuidade da utilização
DIRFJá não é utilizada como declaração anual tradicionalInformações continuam sendo prestadas pelos sistemas substitutos
Reforma TributáriaPreparação e adaptaçãoInício efetivo de nova etapa da transição

A Receita Federal esclareceu que as regras de IBS e CBS para optantes do Simples Nacional produzem efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.

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NFS-e Nacional: nova obrigação para empresas do Simples

Outro ponto que precisa entrar no calendário tributário de 2026 é a NFS-e padrão nacional.

A regra inicialmente previa obrigatoriedade a partir de setembro de 2026, mas houve alteração posterior.

A Resolução CGSN nº 191/2026 prorrogou a obrigatoriedade para 1º de novembro de 2026.

Assim, ME e EPP optantes pelo Simples Nacional que estejam sujeitas à emissão de NFS-e deverão utilizar o Emissor Nacional da NFS-e a partir dessa data.

A emissão poderá ocorrer pelo sistema web ou por integração via API.

Quadro: NFS-e e Reforma Tributária

PeríodoSituação
Até 31/10/2026Seguem as regras aplicáveis anteriormente, conforme o município e a atividade
A partir de 01/11/2026ME e EPP do Simples sujeitas à NFS-e passam a utilizar o Emissor Nacional
A partir de 01/01/2027Além da NFS-e Nacional, passam a ser observadas as regras de IBS e CBS aplicáveis ao Simples

A própria Receita Federal esclarece que a obrigatoriedade da NFS-e Nacional começa em novembro de 2026, enquanto as regras relativas a IBS e CBS para o Simples produzem efeitos a partir de janeiro de 2027.

DIRF deixou de fazer parte do calendário tradicional

Um erro que precisa ser corrigido em calendários antigos é tratar a DIRF como uma obrigação anual vigente da mesma forma que nos anos anteriores.

A Receita Federal informa que, a partir do ano-calendário de 2025, a DIRF foi integralmente substituída pelos eventos do eSocial e da EFD-Reinf.

Na prática, isso significa que as informações sobre rendimentos pagos e retenções passaram a ser transmitidas por eventos mensais, em vez de depender da antiga declaração anual.

Antes x agora

Modelo antigoModelo atual
DIRF anualeSocial + EFD-Reinf
Informações consolidadas anualmenteInformações transmitidas nos eventos correspondentes
Programa próprio da DIRFEscriturações digitais
Conferência posteriorInformações transmitidas ao longo do ano

Portanto, um calendário tributário atualizado para 2026 não deve simplesmente reproduzir a DIRF como obrigação anual.

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Calendário Tributário 2026 e 2027: Obrigações e Prazos

Principais obrigações fiscais para acompanhar em 2026

A rotina de cada empresa é diferente, mas algumas obrigações aparecem com frequência no planejamento tributário.

ObrigaçãoFinalidade
PGDAS-DApuração e declaração das informações do Simples Nacional
DASRecolhimento dos tributos abrangidos pelo Simples
DCTFWebConfissão de débitos decorrentes das informações transmitidas pelos sistemas integrados
EFD-ReinfInformações relacionadas a retenções, pagamentos e outras informações fiscais
ECDEscrituração contábil digital
ECFInformações contábeis e fiscais relacionadas ao IRPJ e à CSLL
EFD-ContribuiçõesEscrituração de determinadas contribuições
eSocialInformações trabalhistas, previdenciárias e relacionadas à folha
DirbiInformações sobre benefícios fiscais, conforme obrigatoriedade
DITRInformações relativas ao ITR
DMEInformações sobre determinadas operações liquidadas em espécie
DOIInformações sobre operações imobiliárias
DeCriptoInformações relacionadas às operações com criptoativos, quando aplicável

Calendário tributário 2027: o que já pode ser planejado?

Diferentemente de 2026, não é recomendável publicar um calendário de 2027 com datas diárias que ainda não tenham sido oficialmente divulgadas.

O que já pode ser planejado são os marcos normativos e períodos previstos pela legislação.

Quadro comparativo 2027

Período de 2027O que acompanhar
JaneiroInício dos efeitos das novas regras do Simples relacionadas à Reforma Tributária
1º semestreAplicação das regras escolhidas para IBS/CBS e acompanhamento das obrigações fiscais correspondentes
Durante o anoPGDAS-D, DAS e demais obrigações aplicáveis ao regime
Segundo semestreNova janela de opção relacionada ao IBS/CBS, conforme regulamentação aplicável
Todo o anoNFS-e Nacional, escrituração digital, documentos fiscais e regras da Reforma Tributária

O Ministério da Fazenda informa que a regulamentação de 2026 prevê períodos específicos para a escolha do recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular e que as alterações da Resolução CGSN nº 190/2026 produzem efeitos, em regra, a partir de 1º de janeiro de 2027.

Exemplo prático: empresa de serviços do Simples

Imagine uma empresa de serviços que fatura R$ 100 mil por mês e possui principalmente clientes PJ.

Em 2026, o empresário não deve olhar apenas para o valor do DAS.

Por exemplo, ele precisa avaliar:

  1. quanto paga atualmente pelo Simples;
  2. qual é o perfil dos clientes;
  3. se os clientes valorizam créditos de IBS/CBS;
  4. qual será o impacto financeiro das novas regras;
  5. qual alternativa será adotada para 2027;
  6. como a emissão das notas fiscais será afetada;
  7. quais informações precisarão ser transmitidas aos sistemas fiscais.

Exemplo simplificado de decisão

CenárioPossível característica
Empresa B2CPode ter menor pressão comercial relacionada ao crédito do cliente
Empresa B2BPode precisar analisar com maior atenção os efeitos dos créditos
Margem elevadaAlterações tributárias podem afetar significativamente o resultado
Margem reduzidaPequenas mudanças podem ter impacto relevante no caixa
Grande volume de compras tributadasA análise de créditos pode ganhar importância

Em conclusão: não existe uma resposta única para todas as empresas do Simples Nacional.

A escolha deve ser baseada em simulação financeira e tributária.

Exemplo prático: como organizar o calendário de um escritório contábil

Um escritório pode dividir sua rotina em quatro níveis:

1. Obrigações diárias

Monitorar:

  • emissão de documentos fiscais;
  • entradas e saídas;
  • retenções;
  • movimentações que gerem obrigações específicas.

2. Obrigações semanais

Conferir:

  • documentos pendentes;
  • notas canceladas;
  • retenções;
  • inconsistências fiscais;
  • informações de folha.

3. Obrigações mensais

Controlar:

  • PGDAS-D;
  • DAS;
  • DCTFWeb;
  • EFD-Reinf;
  • eSocial;
  • EFD-Contribuições;
  • demais obrigações aplicáveis.

4. Obrigações anuais

Planejar antecipadamente:

  • DEFIS;
  • ECD;
  • ECF;
  • DITR;
  • demais declarações específicas.

Essa divisão reduz o risco de concentrar toda a conferência nos últimos dias do mês.

O que muda para o contador em 2026 e 2027?

O papel do contador tende a ficar ainda mais estratégico.

Isso acontece porque o calendário tributário deixa de ser apenas uma lista de vencimentos e passa a exigir acompanhamento de:

  • mudanças legislativas;
  • sistemas digitais;
  • documentos fiscais;
  • cruzamento de informações;
  • IBS e CBS;
  • escolha de regime;
  • impactos sobre clientes B2B;
  • qualidade das informações transmitidas.

A própria documentação oficial da Reforma Tributária destaca a EC nº 132/2023, a LC nº 214/2025 e a LC nº 227/2026 como marcos importantes dessa transição.

Como evitar erros no calendário tributário?

Uma boa gestão fiscal começa antes do vencimento.

1. Não utilize calendários antigos sem revisão

O calendário do ano anterior pode conter obrigações que foram substituídas ou tiveram seu prazo alterado.

Um exemplo é a DIRF, que foi substituída pelas informações transmitidas por eSocial e EFD-Reinf.

2. Separe as obrigações por cliente

Nem toda empresa possui as mesmas obrigações.

Crie categorias como:

  • Simples Nacional;
  • MEI;
  • Lucro Presumido;
  • Lucro Real;
  • comércio;
  • indústria;
  • serviços;
  • empresas com empregados;
  • empresas sujeitas a retenções.

3. Trabalhe com antecedência

Não espere o dia do vencimento para descobrir que faltam informações.

4. Monitore alterações legais

A agenda tributária pode sofrer alterações durante o ano. Por isso, o calendário deve ser atualizado sempre que Receita Federal, CGSN, estados ou municípios publicarem novas regras.

5. Automatize conferências

Quanto maior a carteira de clientes, mais difícil é controlar manualmente todas as obrigações.

Soluções de automação podem ajudar a identificar:

  • documentos pendentes;
  • inconsistências;
  • divergências;
  • tributos;
  • obrigações próximas do vencimento;
  • informações que precisam ser revisadas.

Calendário tributário não é apenas uma lista de datas

Um dos maiores erros na gestão fiscal é tratar o calendário tributário como uma simples agenda.

Na realidade, cada vencimento deve responder a três perguntas:

O que precisa ser entregue?

Quem está obrigado?

Qual informação foi utilizada para gerar a obrigação?

Por exemplo, uma empresa pode entregar uma declaração no prazo, mas transmitir informações incorretas. Nesse caso, o cumprimento formal do prazo não elimina o risco fiscal.

Por isso, o ideal é combinar calendário + conferência + automação + análise tributária.

Calendário tributário 2026 e 2027: principais diferenças

Ponto20262027
Foco principalAdequação e preparaçãoAplicação de novas regras
Simples NacionalMudança no calendário de opçãoNovo modelo operacional
IBS/CBSPreparação e regulamentaçãoEfeitos para o Simples
NFS-e NacionalObrigatoriedade a partir de novembro para ME/EPP do SimplesContinuidade
DIRFJá substituídaSem retorno ao modelo anterior
PlanejamentoSimular cenáriosExecutar e revisar a estratégia escolhida
Documentos fiscaisAdaptaçãoMaior integração com a Reforma Tributária
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Legislação que deve ser acompanhada

Entre os principais atos normativos relacionados ao calendário tributário e às mudanças de 2026/2027 estão:

  • Emenda Constitucional nº 132/2023 – Reforma Tributária;
  • Lei Complementar nº 214/2025 – institui IBS, CBS e Imposto Seletivo e regulamenta pontos da Reforma Tributária;
  • Lei Complementar nº 227/2026 – trata do Comitê Gestor do IBS e de aspectos do novo imposto;
  • Resolução CGSN nº 186/2026 – altera o calendário de opção pelo Simples Nacional;
  • Resolução CGSN nº 190/2026 – adequa regras do Simples Nacional à Reforma Tributária;
  • Resolução CGSN nº 191/2026 – estabelece a obrigatoriedade da NFS-e Nacional para ME e EPP do Simples a partir de novembro de 2026.

A Receita Federal mantém uma página específica reunindo os principais marcos legislativos da Reforma Tributária.

Checklist do calendário tributário 2026/2027

Antes de encerrar cada mês, o contador pode conferir:

  1. Tributos foram calculados?
  2. Guias foram emitidas?
  3. Guias foram pagas?
  4. Obrigações acessórias foram transmitidas?
  5. Informações do eSocial foram conferidas?
  6. EFD-Reinf foi validada?
  7. PGDAS-D foi transmitido?
  8. DAS foi conferido?
  9. Retenções foram conciliadas?
  10. Documentos fiscais foram revisados?
  11. Existem pendências no e-CAC?
  12. Houve alteração legislativa no período?
  13. O cliente está preparado para as próximas mudanças?

Conclusão

O calendário tributário 2026 e 2027 será muito mais do que uma lista de datas de pagamento.

Para as empresas do Simples Nacional, 2026 é um ano decisivo para organizar informações, revisar processos, avaliar o impacto da Reforma Tributária e escolher a estratégia para 2027.

Entre os pontos que mais exigem atenção estão a nova janela de opção pelo Simples Nacional, as regras de IBS e CBS, a NFS-e Nacional, a substituição da DIRF e a crescente integração entre documentos fiscais e obrigações digitais.

Por isso, o melhor calendário tributário é aquele que não apenas informa quando pagar, mas também mostra o que entregar, quem está obrigado, qual legislação se aplica e quais informações precisam ser conferidas.

Para o contador, antecipar essas tarefas significa reduzir riscos, evitar multas e transformar o calendário tributário em uma ferramenta de planejamento e gestão.

Em 2026, o melhor momento para organizar o calendário de 2027 é antes do próximo vencimento.

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